São Paulo - O saque cubano é a principal preocupação do Brasil na estréia na fase decisiva do Grand Prix, hoje, às 12 horas, em Reggio Calabria, na Itália. ''Elas são muito potentes, principalmente no viagem. Tanto que no segundo set do último jogo sofremos com isso'', afirma o técnico Zé Roberto, relembrando a vitória da seleção por 3 a 0, quando o Brasil virou para 26 a 24 o placar que marcava 24 a 22.
Para voltar a bater as rivais, que só perderam uma vez, a seleção quer usar a mesma arma. O saque, junto com o sistema defensivo, tem sido a principal preocupação dos treinamentos.
''Se o nosso não entrar, o delas com certeza vai'', diz a levantadora Fernanda Venturini.
Para iniciar a busca pelo quarto título do Grand Prix venceu em 94, 96 e 98 , o Brasil deve ter a mesma formação do último jogo, com Valeskinha, Fabiana, Érika, Virna, Fernanda e a líbero Arlene. A meio Walewska, recuperada de uma lesão, ficará no banco.
A sétima jogadora é a oposto Mari, 20, nova titular da posição.
Único time invicto no Grand Prix, o Brasil só vê sua líbero emplacar nos rankings individuais. Arlene tem a segunda melhor recepção do campeonato, com 60,9% de aproveitamento perde apenas para a norte-americana Stacy Sykora, com 63,4%.
Além dela, só Fernanda Venturini aparece entre as cinco melhores em algum fundamento. É a quinta levantadora mais eficiente. A sul-coreana Kim Sa-Nee lidera.
Se a seleção brasileira não emplaca, suas adversárias de hoje monopolizam os rankings.
A cubana Yumilka Ruiz é a melhor atacante (58,6%) e a sexta maior pontuadora (140) do torneio. Zoila Barros marca 0,53 ace por jogo e tem o melhor saque do GP, além de apresentar o quinto bloqueio mais eficiente faz 0,71 ponto por partida.

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