São Paulo - Assim como no futebol, o vôlei tem jovens talentos que costumam dar muito trabalho aos adversários. Se na Copa América Neymar e Paulo Henrique Ganso ainda prometem aterrorizar os rivais da seleção brasileira, na Liga Mundial é o Brasil que precisa se virar para segurar os potentes ataques do cubano Wilfredo Leon, de 17 anos. As duas equipes se enfrentam hoje, às 8h30 (de Brasília), na rodada de abertura da fase final da competição, que acontece na cidade de Gdansk, na Polônia.
Leon despontou na seleção de Cuba quando tinha 15 anos. E impressionou até o seu maior ídolo, Joel Despaigne, uma das maiores estrelas cubanas nos anos 80 e 90. Há dois anos, quando o ponteiro ainda dava seus primeiros passos na equipe caribenha, o ex-atleta profetizou: ''É só manter o nível para ser um dos melhores do mundo''.
Agora, apesar da pouca idade, já assume posição de destaque na equipe. Com a saída do central Simon, herdou a faixa de capitão e foi decisivo para a classificação às finais. É o segundo melhor atacante da Liga, com 168 pontos - atrás apenas do companheiro Henry Bell, com 170 - e o nono maior pontuador, com 185 acertos.
''Precisaremos sacar bem para dificultá-los e impedir que usem todo o potencial de ataque. É importante fazer uma boa marcação no Leon, que é o principal jogador do time'', alertou Murilo.

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