A Seleção Brasileira inicia amanhã, às 5 horas de Brasília, uma nova e nada promissora etapa. Estréia na Copa das Confederações contra seu último grande algoz, Camarões, protagonista de um dos maiores vexames da história do nosso futebol. Foram os africanos que eliminaram o Brasil da Olimpíada de Sydney, em 23 de setembro de 2000, numa partida dramática. Eles venceram na prorrogação, no momento em que atuavam com dois jogadores a menos. O resultado acelerou a demissão do técnico Wanderley Luxemburgo.
Do time que esteve na Austrália, somente dois atletas fazem parte do grupo convocado por Emerson Leão para o torneio no Japão: o goleiro reserva Fábio Costa e o zagueiro Lúcio. Todos os outros assistiram àquela partida pela TV, como o meia Vampeta. Ele tem três objetivos na competição. Primeiro, ser campeão. Antes, quer derrotar Camarões e França, para quem o Brasil perdeu a Copa do Mundo de 1998. ‘‘Esse é o meu sentimento; vencê-los simplesmente seria ótimo. Vencê-los e chegar ao título, excelente.’’ A partida será disputada no Estádio Municipal de Kashima, cuja capacidade de público é de 43 mil pessoas.
Todos os ingressos estão vendidos para o jogo que vai marcar também a estréia do atacante Washington, da Ponte Preta, em competição oficial pela seleção. ‘‘Tenho feito tantos gols nas últimas semanas, quero manter o ritmo’’, disse. Outro na mesma situação é o lateral Léo, do Santos, destaque nos treinos em Kashima.
Leão resolveu escalar Lúcio no lugar de Cláudio Caçapa. No meio, preferiu optar por Ramón, excelente cobrador de faltas e rápido no toque de bola com os atacantes. Robert ficará entre os suplentes. O técnico surpreendeu ao manter ao lado de Washington o até então ineficiente Anderson, talvez o jogador mais antipático do grupo, descortês e irônico o tempo todo, até mesmo com os japoneses.
A teimosia também é uma característica do treinador. Por isso, vai insistir com Leomar na cabeça-de-área – uma escolha sem nenhum sentido aparente, misteriosa mesmo, tal a fragilidade do jogador do Sport.

mockup