São Paulo, 29 (AE) - A Liga Mundial será a primeira competição que a seleção brasileira masculina de vôlei vai disputar sob as novas regras - contagem consecutiva de pontos, sem vantagens. O técnico Radamés Lattari não tem dúvidas de que o Brasil, assim como todas as outras seleções, estarão em fase de adaptação às regras do jogo. As novas regras e o fato de estar em um grupo difícil na fase de classificação da Liga Mundial, a partir de 28 de maio, serão adversidades que o Brasil terá de superar. "Vamos tentar permanecer entre os primeiros times do mundo", diz o técnico.
Apesar da necessidade de adaptação, Lattari aprova a regra, que não tem agradado a todos. "É um fato concreto", afirma. "Concordo que o nível técnico do jogo diminuiu no início, mas no fim da Superliga, por exemplo, prevaleceram mesmo os melhores: Ulbra, Report, Olympikus e Banespa", comenta, acrescentanto que as novas regras facilitaram a compreensão por parte do público. "Os jogos ficaram menos cansativos e é isso o que interessa para a televisão."
Na Liga, o Brasil terá de enfrentar jogos difíceis. Radamés acha que a seleção "caiu na chave mais equilibrada do torneio". A campeã olímpica Holanda, além da Espanha e do Canadá, equipes que mais cresceram na última temporada, são as rivais brasileiras. Os espanhóis ainda contam com o atacante Rafael Pascual, o melhor jogador do Mundial do Japão, em 1998.
A seleção deu início à preparação terça-feira, no Rio, com sete jogadores - Axé, Joel, Paulinho, Marcelinho, Renato, Ricardinho e Dante, que hoje foi cortado por causa de uma lesão no joelho direito. A partir de domingo, a seleção terá mais Nalbert, Douglas, Kid, Gustavo e Roim. O terceiro grupo, que começará a treinar no dia 9, terá Maurício, Max, Giba, Alex, André e Itápolis. Marcelo Negrão, que depende da liberação do Piaggio/Roma, poderá chegar ao País para os amistosos com Cuba, entre os dias 16 e 22.

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