A renovada seleção brasileira masculina de vôlei terá amanhã, a partir das 7 horas (horário de Brasília), um grande desafio. A equipe orientada pelo técnico Radamés Lattari Filho enfrenta a Itália numa das semifinais do Campeonato Mundial do Japão, no ginásio National Yoyogi, em Tóquio, com transmissão pela televisão (Globo e SporTV). A outra vaga na decisão será decidida entre Iugoslávia e Cuba, no mesmo horário, em outro ginásio da capital japonesa. Os italianos, bicampeões mundiais, podem ser considerados os favoritos pela grande experiência de seus jogadores, mas o Brasil tem a seu favor a melhor campanha entre os 24 times que disputam o Mundial, sendo o único invicto após 10 jogos, com apenas três sets perdidos.
Os brasileiros encerraram ontem a participação nas quartas-de-final, derrotando a Espanha por 3 a 1, com parciais de 15/4, 13/15, 15/5 e 15/9, em Osaka. Os dois times deram oportunidade para os reservas. O Brasil pensando nas semifinais e a Espanha, na decisão do quinto lugar.
A Itália, treinada pelo brasileiro Bebeto de Freitas, não é um bicho-papão para os brasileiros, que reconhecem a maior experiência dos adversários. Mas a equipe está muito animada. ‘‘Pode vir qualquer um, seja quem for e vamos vencer’’, garante o atacante Joel, que completou ontem 20 jogos com a camisa da seleção sem perder. ‘‘Vamos voltar para o Brasil com o ouro.’’ Para o levantador Maurício, o Brasil vai enfrentar amanhã a Itália e não o ‘‘fantasma’’ do técnico Bebeto de Freitas, seu amigo e ex-treinador. ‘‘Vamos entrar com a mesma garra para vencer, independentemente de quem esteja do outro lado’’, diz. ‘‘O Giani e Gravina são os jogadores mais perigosos da Itália.’’
Radamés Lattari diz que não gostaria de ter Bebeto como adversário por dois motivos: o primeiro é que são amigos e o segundo porque considera Bebeto o melhor técnico do mundo. ‘‘Mas dentro da quadra é o técnico do Brasil contra o técnico da Itália. Quem não matar, morre.’’
Experiência - O treinador brasileiro admite o favoritismo italiano, mas diz que fará de tudo para revertê-lo. ‘‘Alguns jogadores da Itália estão disputando o tricampeonato mundial, outros estão disputando o bi’’, comenta. Radamés está mais do que confiante em seus jogadores. ‘‘Fisicamente e emocionalmente estamos bem’’, analisa. ‘‘Todos estão tranquilos, sabendo o que devem fazer.’’
Técnica e taticamente, ele sabe que o saque é uma arma fundamental. ‘‘Todas as equipes que sacam bem, têm-se dado bem aqui’’, acredita o treinador, que aposta também no lado emocional. ‘‘Chegamos com tanto sacrifício até aqui e não vamos dar-nos por vencidos agora’’, prossegue Radamés. ‘‘Vamos tentar reverter o favoritismo da Itália como estamos fazendo sempre: jogando um bom vôlei.’’

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