Pequim - O Brasil já havia chegado ao último dia de competições da Paraolimpíada de Pequim credenciado por um rendimento que lhe garantiu o maior número de pódios e de medalhas de ouro em toda a história da competição. Entretanto, os feitos brasileiros em solo chinês ainda não haviam terminado, sendo que o bicampeonato no futebol de 5 levou o país a superar a Espanha e a fechar sua participação com o nono lugar no quadro de medalhas.
Diferentemente do que fez na Olimpíada 2008, em que chegou à competição com o recorde no número de atletas, mas não obteve os feitos mais expressivos em todos os tempos, o Brasil cumpriu as expectativas nos Jogos Paraolímpicos, para os quais encaminhou uma delegação com 188 atletas. O total de medalhas, de 47, foi superior às 33 conquistadas em Atenas-2004, cidade que antes havia presenciado as maiores conquistas dos para-atletas nacionais.
No que toca à quantidade de ouros, os 16 faturados em Pequim bateram os 14 que foram trazidos há quatro anos, quando o país ficou com o 14º lugar no quadro de medalhas. Na China, os principais sucessos do Brasil vieram nos esportes em que isso já era esperado, natação e atletismo. Entre os dois, os atletas que caíram na piscina do Cubo D’Água tiveram mais brilho, com quatro títulos tanto para Daniel Dias quanto para André Brasil, ajudando a equipe a atingir 19 pódios e a superar os 11 garantidos na Grécia.
Já nas pistas do estádio Ninho de Pássaro, o desempenho foi um pouco pior na comparação com o que havia sido conhecido em Atenas (15 contra 16). Mesmo assim, os brasileiros, que se despediram da cidade asiática com a prata de Toni Sena na maratona, puderam contar com nomes como o de Lucas Prado, que levou medalhas de ouro nas três provas individuais das quais participou.
Para superar no quadro geral países do calibre de Espanha (décima colocada), Alemanha (11ª), França (12ª) e Japão (17º), o Brasil contou ainda com o inesperado desempenho da bocha, responsável por garantir dois ouros e um bronze por meio de Dirceu Pinto e Eliseu Santos.
No judô, destaque para o tetracampeonato paraolímpico de Antônio Tenório, enquanto modalidades que nunca haviam rendido pódios ao país, tênis de mesa e hipismo, desta vez quebraram o histórico: os mesatenistas Luiz Algacir e Welder Knaf levaram a prata por equipes, enquanto o cavaleiro Marcos Alves, o Joça, foi bronze em duas oportunidades.
A primeira colocação no quadro classificatório dos Jogos ficou com a China, que já havia sido "campeã" da Olimpíada. Os atletas do país acumularam 89 medalhas de ouro, 70 pratas e 52 bronzes. A delegação da Grã-Bretanha (102 medalhas, com 42 ouros) foi a segunda colocada, enquanto os Estados Unidos (99 medalhas, com 36 ouros) ficaram na terceira posição.

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