Coutinho, que fez dois gols na estreia contra a Bolívia, elogiou o “qualificado” adversário deste sábado
Coutinho, que fez dois gols na estreia contra a Bolívia, elogiou o “qualificado” adversário deste sábado | Foto: Lucas Figueiredo/CBF

São Paulo - Foram semanas difíceis para o Brasil. A passagem do furacão Neymar abalou as estruturas da seleção e agora, na última partida na fase de grupos, a equipe terá missão dupla: vencer o Peru para se classificar às quartas de final em primeiro e reconquistar a torcida, que não vem poupando vaias na Copa América. A partida definirá o líder do grupo A.

A ferida pelo empate sem gols contra a ferrenha retranca armada pela Venezuela do técnico Rafael Dudamel ainda não cicatrizou. A incapacidade de balançar as redes venezuelanas reviveu o fantasma do lesionado Neymar, cujo escândalo policial pairava sobre as intenções da seleção de conquistar pela nona vez o título da Copa América. Os dribles e gols do craque do PSG, porém, fizeram falta em Salvador.

E a atuação brasileira voltou a impacientar a torcida, que já não vem mostrando muita empolgação com a Copa América, sequer lotando os estádios nas partidas do Brasil. Antes, na estreia contra a Bolívia em São Paulo, que terminou com vitória brasileira por 3 a 0, a torcida não se mostrou convencida e, assim como no duelo contra a Venezuela, vaias puderam ser ouvidas das arquibancadas. Neste sábado (22), de volta a São Paulo, a esperança da seleção é conseguir reconquistar a torcida.

“Temos muita motivação, é um jogo importante, muito difícil e um adversário muito qualificado, como todos que vieram à Copa América”, declarou Philippe Coutinho, meia do Barcelona e autor de dois gols nesta Copa América.

O meia Arthur estará disponível para jogar, recuperado de um golpe sofrido na partida contra a Venezuela, mas Fernandinho é dúvida devido a uma lesão no joelho direito. Casemiro e Coutinho chegam ao jogo pendurados e, caso recebam outro cartão amarelo, ficarão de fora de um eventual confronto nas quartas de final.

O Peru versão 2019 destoa um pouco da equipe que foi buscar a classificação para a Copa do Mundo da Rússia-2018, após 36 anos de ausência. Sem os zagueiros que sustentavam a defesa peruana, Christian Ramos e Alberto “Mudo” Rodríguez, o técnico Ricardo Gareca não conseguiu encontrar a mesma segurança atrás.

E, para piorar, é possível que a dupla de zaga em que Gareca confia não enfrente o Brasil. Carlos Zambrano sentiu um incômodo na vitória por 3 a 1 sobre a Bolívia. Seu substituto seria Miguel Araujo, ao lado de Luis Abram.

Mais uma vez, a principal aposta peruana será Paolo Guerrero, maior artilheiro em atividade da Copa América com 12 gols, empatado com o chileno Eduardo Vargas (até a partida do Chile contra o Equador, encerrada após o fechamento da edição). Guerrero conhece como poucos o técnico Tite, que comandou o atacante na conquista do Mundial de Clubes pelo Corinthians em 2012. “Vamos fazer de tudo para ganhar porque queremos nos classificar”, alertou o hoje atacante do Internacional.

O Peru também precisa ficar atento com os pendurados, já que quatro de seus jogadores (Zambrano, Guerrero, André Carrillo e Renato Tapia) ficariam de fora das quartas de final caso recebam outro cartão.

EM SÃO PAULO

Brasil

Alisson; Dani Alves, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luís; Arthur, Casemiro e Philippe Coutinho; Richarlison, Roberto Firmino e David Neres. Técnico: Tite

Peru

Gallese; Advincula, Zambrano (Araujo), Abram e Trauco; Yotún, Tapia, Polo e Cueva; Farfán e Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca

Árbitro: Fernando Rapallini (ARG)

Estádio: Arena Corinthians

Horário: 16h (de sábado)

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