Brasil encara os EUA no Mundial
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quinta-feira, 05 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - Como aconteceu na primeira fase, a tabela não ajudou a seleção feminina de vôlei na busca de uma vaga nas quartas-de-final do Mundial da Alemanha. Em Riesa, a equipe brasileira, que está no Grupo G, fará suas partidas em ordem decrescente de dificuldade.
Hoje, a partir das 11 horas, o time do técnico Marco Aurélio Motta enfrenta os EUA, que fizeram a segunda melhor campanha da primeira fase em cinco partidas, perderam apenas dois sets. A seleção ainda enfrentará a Alemanha, amanhã, e a equipe holandesa, no domingo.
''Infelizmente, a tabela veio novamente assim. A equipe norte-americana é teoricamente a mais forte. Mas temos de saber jogar com isso, como fizemos na primeira fase. A partir de agora, os adversários e os jogos ficarão cada vez mais difíceis'', afirmou Motta.
Apesar de ter ficado em um grupo mais difícil graças à derrota chinesa para a Grécia na última rodada da primeira fase se a China tivesse confirmado seu favoritismo e vencido o jogo, o Brasil pegaria Coréia do Sul, Bulgária e Porto Rico , o técnico brasileiro acredita que terá a vantagem de já conhecer seus rivais.
Em Leipzig, na fase anterior, a seleção enfrentou adversários contra os quais não havia jogado, como Grécia, Austrália e Polônia.
A renovada seleção brasileira e as norte-americanas se encontraram neste ano em amistoso na Itália, há cerca de duas semanas. O Brasil venceu por 3 sets a 2.
Antes, as duas equipes haviam se enfrentado na Volley Masters, em junho, na Suíça, mas o Brasil ainda contava com as titulares que pediram dispensa por divergências com Motta Raquel, Walewska, Érika e Fofão.
No confronto de hoje, a principal preocupação do time brasileiro é com o bloqueio do rival, com Danielle Scott e Heather Bown. Para superá-lo, a líbero Fabi deverá ter atenção especial.
''Nosso passe tem de ser regular para que possamos fazer as jogadas com a maior velocidade possível'', afirmou Motta.
O treinador também pediu mais empenho da defesa, já que o ataque das jogadoras brasileiras deverá ser muito parado na rede.
''Vamos ter de ficar muito ligadas na cobertura'', alertou Fabi.
As norte-americanas ganharam um reforço na defesa para o jogo de hoje. A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) deu permissão especial para que o time volte a jogar com a líbero Stacy Sykora.
A jogadora ficou fora dos dois últimos jogos da equipe por causa de uma contusão. A atacante Tara Cross-Battle foi sua substituta.
De acordo com as regras da FIVB, uma equipe pode mudar a líbero em apenas uma partida.
''A Tara Cross tem um rendimento no passe até melhor do que o da Sykora. Mas, com a líbero titular, os EUA ganham muito mais na defesa'', disse Motta, que, depois de ter feito uma série de alterações na seleção no último jogo, começará novamente com Marcelle, Luciana, Karin, Valeskinha, Sassá, Paula e a líbero Fabi.


