São Paulo - O Brasil estreia nesta quarta-feira contra uma jovem, forte e aguerrida seleção de Cuba na fase final da Liga Mundial, em Sofia, na Bulgária. Mas Cuba é o menor dos problemas do técnico Bernardinho, que padece com um time envelhecido e que se ressente de várias lesões. E o mais grave é que, às vésperas da Olimpíada de Londres, ninguém pode dizer ao certo quem é o levantador titular da seleção.
Depois de cinco anos de afastamento e polêmica, Ricardinho voltou. E não disse a que veio. O levantador que revolucionou o vôlei com a sua velocidade retornou mais gordo e lento. Para abrir espaço ao genioso e ex-genial jogador de 36 anos, Bernardinho cortou Marlon, que, aos seus olhos, estava em pé de igualdade com Bruninho e que se revezava com ele como titular.
Quando precisou de pontos para reagir na fase classificatória da Liga Mundial, o treinador colocou no banco Ricardinho, o mesmo jogador que dissera que não voltaria para ser reserva, mas que depois voltou atrás para poder ser convocado.
Mas os problemas não se restringem a essa posição. Giba, de 35 anos, passou por cirurgia na tíbia no início deste ano e não está plenamente recuperado. Dante e Murilo também sofreram lesões e não apresentaram desempenho consistente na primeira fase.
O oposto Wallace salvou a pátria, frequentemente se destacando como o maior pontuador da primeira fase. Ainda assim, o Brasil perdeu três dos quatro jogos que disputou contra a Polônia, adversário desta quinta no Grupo F. Contra esse time rodado, a arma cubana mais uma vez será Wilfredo León, de 18 anos e uma das maiores revelações do esporte. A partida começa às 11h30 (de Brasília).

Imagem ilustrativa da imagem Brasil encara Cuba na Liga Mundial
mockup