O Brasil disputa hoje a partida mais importante da ‘‘era’’ Luxemburgo. Uma derrota para a Argentina, em jogo que começa às 21h40, no Morumbi, com transmissão pela tevê (Globo, Bandeirantes e SporTV), vai provocar, certamente, mudanças radicais: ou na comissão técnica ou na equipe que voltará a atuar pelas Eliminatórias para o Mundial de 2002 no dia 17, contra o Chile, em Santiago. Apenas uma vitória determinaria o fim da crise por que passa a seleção.
Além da expectativa quanto à atuação da equipe dirigida por Wanderley Luxemburgo – até agora foram cinco exibições ridículas nas Eliminatórias –, o Brasil entra em campo com a obrigação de vencer para não comprometer sua classificação ao Mundial de 2002. A Seleção Brasileira ocupa atualmente a quinta posição na tabela de classificação (veja quadro na página 2). Um outro tropeço esta noite poderia empurrar o time de Luxemburgo para a sexta posição.
Luxemburgo fez mistério sobre a escalação do time. Treinou três equipes diferentes, mas, tudo indica que vai lançar Alex de início, com Rivaldo um pouco mais adiantado, ao lado de Ronaldinho na frente. Será uma incoerência se essa formação não for confirmada, salvo por algum imprevisto de última hora. ‘‘Devem pensar que estou perdido por não divulgar o time’’, declarou Luxemburgo. ‘‘Mas isso não me incomoda; sei o que estou fazendo.’’ Ele só vai confirmar os 11 titulares minutos antes da partida.
O técnico do Brasil reiterou que seu trabalho não será prejudicado com um novo insucesso e disse que o planejamento da seleção foi feito visando à classificação para a Copa do Mundo. ‘‘Não me preocupo com críticas, mas em levar o Brasil ao Mundial’’, afirmou.
Na última partida, a seleção perdeu do Paraguai por 2 a 1, em Assunção. ‘‘Aprendemos muito com esse resultado; de uma derrota se constrói um grande campeão’’, prosseguiu o treinador, referindo-se à reação do Brasil após perder para a Bolívia nas Eliminatórias de 1993. No ano seguinte, a equipe, conquistou o Mundial disputado nos Estados Unidos.
Para Luxemburgo, não há favoritos no jogo de hoje. ‘‘Não temos medo da Argentina.’’ Ele destacou a motivação e o preparo psicológico do time e lamentou, mais uma vez, a ausência de Ronaldo, da Inter de Milão, que se recupera de cirurgia no joelho direito. ‘‘Sinto muito a falta dele’’, admitiu.
O treinador afirmou também que existe patriotismo no elenco, apesar das críticas da torcida. ‘‘Os jogadores vão pisar no gramado do Morumbi com uma bandeira do Brasil.’’

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