Brasília - O Brasil pode conquistar neste fim de semana a vaga antecipada na fase decisiva da Liga Mundial de Vôlei Masculino. Se vencer os dois confrontos diante da Itália, em Brasília, a seleção terá assegurado, pelo menos, o segundo lugar no Grupo B. Ambos os jogos são às 10 horas.
  Para obter o feito, a equipe do técnico Bernardinho tenta, a partir de hoje, superar o melhor ataque da competição. Os italianos aproveitam 52,2% de suas ações e ocupam a topo no ranking do torneio. O Brasil é o terceiro – põe no chão 51,2% de seus ataques.
  ‘‘O time deles está crescendo. Os principais jogadores, poupados no começo da Liga, já voltaram. Será difícil’’, afirma Bernardinho.
  As duas equipes perderam apenas um jogo na competição, exatamente quando se enfrentaram, na segunda rodada. O Brasil venceu o primeiro jogo, por 3 a 1, e caiu no segundo, por 3 a 2.
  Naquela ocasião, as seleções viviam situação semelhante. Por causa da participação de vários de seus jogadores nas finais do Italiano, estavam aquém das condições físicas ideais e sem entrosamento.
  ‘‘Na primeira partida, eles sofreram com o nosso saque. Agora, estarão mais preparados. O bloqueio deles também cresceu demais’’, avalia o técnico do Brasil.
  O bloqueio italiano é o sexto melhor da Liga. O Brasil está em sétimo. No saque, o time nacional está em sexto – o rival, em 12º.
Ontem, Bernardinho convocou André Heller para o lugar de Gustavo, com lombalgia.
  Giba – Quando pisou na quadra do Ibirapuera vestindo a camisa verde-amarela, há quase um mês, ele, como sempre, ouviu os mais altos gritos da torcida. Mas, mesmo habituado com o ritual que se repete desde 1997, Giba sentiu alívio.
  A recepção dos torcedores na estréia do Brasil na Liga Mundial pôs fim ao temor que surgira desde 27 de janeiro, quando foi anunciado o resultado positivo para maconha em teste feito na Itália.
  Tranquilo com a reação do público, Giba, 26, encontrou mais facilidade para jogar e se tornou um dos pilares da equipe do técnico Bernardinho nesta Liga.

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