Brasil empata e não convence ninguém
Brasil empata e não convence ninguém
O jogo com o Athletic terminou em 1 a 1 e fez aumentar as dúvidas sobre as chances da equipe no Mundial. Quarta-feira tem mais
Sebastião Reis
Agência Estado
Sem força e apoioNem Ronaldinho, que esbarrou na marcação do Athletic, conseguiu agradar no amistoso de ontem Será que dá contra Andorra? Os brasileiros não poderiam imaginar que a sua Seleção, quatro vezes campeã do mundo e favorita ao título na França, chegaria às vésperas da Copa com esse surpreendente dilema. A má apresentação no empate com o Athletic, por 1 a 1, ontem à tarde no Estádio San Mamés, só contribuiu para aumentar as dúvidas de Zagallo e a desconfiança dos torcedores sobre as reais possibilidades da equipe. O adversário de quarta-feira, a obscura seleção de Andorra, pode apenas mascarar falhas mais graves.
Na partida de ontem, o time de Zagallo foi excessivamente cauteloso e não teve criatividade para penetrar na defesa do Athletic. Os erros dos dois coletivos da semana passada repetiram-se: César Sampaio e Doriva bateram cabeça; Giovanni, que deveria ser explorado mais na frente, perto dos atacantes, foi visto vezes rondando as posições de Sampaio e Doriva, jogadores de marcação. Nem Ronaldinho conseguiu escapar. O Fenômeno, como é chamado pelos italianos, deu um passe espetacular para Rivaldo, que originou o gol de Giovanni, anulado pelo árbitro, aos 8 minutos. E foi só.
Para piorar a situação, Taffarel voltou a fazer das suas. Aos 19 minutos, Javi Gonzalez bateu uma falta da esquerda e o goleiro brasileiro desviou a bola com as mãos, nos pés de Carlos Garcia, que só teve o trabalho de tocar para o gol. O Athletic descobrira o mapa da mina pelo setor direito da seleção e explorou as jogadas pelas costas do lateral Cafu.
O Brasil ainda teve chances de marcar com Cafu, num chute de primeira após cruzamento da esquerda de Roberto Carlos; com Rivaldo, aos 33 minutos, num chute forte que Valencia desviou para escanteio; e com Ronaldinho, aos 42. No segundo tempo, Rivaldo empatou a partida logo aos 4 minutos. Cafu roubou a bola na direita, tocou para Giovanni e este para Rivaldo. O meia limpou e colocou no canto esquerdo.
Zagallo melhorou o time ao fazer algumas mudanças. Leonardo foi improvisado no lugar de César Sampaio, Cafu saiu para a entrada de Zé Carlos e Edmundo substituiu Bebeto. Mas o próprio treinador tratou de desfazer isso ao trocar Giovanni por Denílson e deslocar Rivaldo para o lado direito do meio-de-campo. A seleção caiu de produção e por pouco não sofreu outro gol. Taffarel defendeu duas bolas difíceis. Nos acréscimos, Rivaldo perdeu a chance do segundo gol por ter sido individualista: em vez de dar a bola para Denílson, mais bem colocado, chutou fraco.FICHA TÉCNICA
Atlético de Bilbao 1
Valencia; Lacruz, Lasa, Carlos García (Larrazabal) e Ferreira; Urrutia (José Mari), Javi González (Bermejo), Nagore e Ziganda (Urzaiz); Alkiza (Huegun) e Jorge Pérez (Sendoa). Técnico: Luis Fernández
Brasil 1
Taffarel; Cafu (Zé Carlos), Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; Doriva, César Sampaio (Leonardo), Giovanni (Denílson) e Rivaldo; Bebeto (Edmundo) e Ronaldinho. Técnico: Mário Jorge Lobo Zagallo
Árbitro: David Elleray (GB)
Local: Estádio San Mamés (Bilbao)
Público: 40 mil pagantes
Gols: Carlos García, aos 18 do 1º tempo e Rivaldo, aos 4 do 2º





