Rio - A derrota na semifinal de Santo Domingo para a Venezuela, por 3 sets a 2, é uma das raras feridas na espetacular trajetória da seleção de Bernardinho. Bicampeão do Mundo, medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, seis vezes campeão da Liga Mundial, o treinador viu em 2003 escapar o único título que ainda falta em seu currículo: a medalha de ouro em um Pan-Americano. Na ocasião, o Brasil teve de se contentar com o bronze.
Quatro anos depois, a seleção brasileira tem a chance da revanche em uma nova semifinal de Pan. As duas equipes se enfrentam por uma vaga na final, hoje, às 22 horas, no Maracanãzinho. Bernardinho não encara a partida como uma vingança. ''A palavra que define melhor esse jogo é vitória, não vingança. Não existe vingança contra a Venezuela, mas contra nós mesmos'', afirmou.
A Venezuela é comandada pelo brasileiro Ricardo Navajas, que vê o jogo de hoje já como uma conquista. ''Enfrentar o Brasil já é um prêmio para nós. Nosso objetivo inicial era a classificação para as semifinais e conseguimos. Em 2003, os jogadores não acreditavam que poderiam vencer o Brasil. Vamos fazer de tudo para tentar sair com a vitória'', afirmou.
Na outra semifinal da competição, Estados Unidos e Cuba se enfrentam às 15 horas, também no Maracanãzinho. Os vencedores dos dois confrontos disputarão a final amanhã.

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