São Paulo - Sob olhar atento de Mano Menezes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a seleção brasileira, atrás do pentacampeonato, disputa neste sábado contra Portugal, às 22 horas (de Brasília), em Bogotá, a segunda final consecutiva do Mundial Sub-20. Mas, se os títulos e a presença em mais uma decisão, para muitos, comprova a supremacia do ''país do futebol'', no Brasil a opinião não é tão positiva assim. Próximo anfitrião da Copa do Mundo, o país tem olhado com desconfiança para sua seleção.
Mano Menezes, contratado pela CBF após a Copa de 2010 para fazer a renovação do time, visando 2014, tem tido dificuldades para fazer este trabalho. Sob seu comando, o Brasil fracassou na Copa América deste ano e vem de maus resultados em partidas contra adversários de maior peso. Há duas semanas, perdeu para a Alemanha por 3 a 2.
Diante deste panorama, pesa sob o elenco que entra neste sábado no estádio El Campín, a necessidade de um triunfo para minimizar os últimos maus resultados do time principal. Mais que isso, fica a expectativa para o técnico e os cartolas do Brasil que deste grupo saiam, pelo menos, alguns atletas aptos a defender o Brasil na próxima Copa do Mundo.
Jovens já foram ''pinçados'' por Mano Menezes, como os craques Neymar e Lucas, decisivos no título do Sul-Americano deste ano e quem nem foram à Colômbia, pois defenderam a seleção principal no vexame da Copa América, disputada na Argentina.
Outro que começa a ganhar espaço é o lateral-direito Danilo, do Santos. Titular absoluto da seleção sub-20, o jogador, já negociado com o Porto, está na última convocação do treinador para o amistoso contra Gana, no próximo dia 5 de setembro.
Ataque contra defesa
Ney Franco tem feito de tudo para evitar o clima de favoritismo brasileiro diante dos portugueses. No entanto, o desempenho dos garotos na Colômbia dificulta o discurso do comandante. Após uma estreia tímida, no 1 a 1 com o Egito, o Brasil cresceu e conseguiu placares elásticos nos três jogos seguintes - 3 a 0 na Áustria, 4 a 0 no Panamá e 3 a 0 na Arábia Saudita, pelas oitavas.
A confiança do time, no entanto, se estabeleceu nas quartas de final, quando na chamada ''final antecipada'' a seleção bateu a Espanha, uma das favoritas, nos pênaltis, por 4 a 2, após um 2 a 2 nos 120 minutos de bola rolando. Com os 2 a 0 contra o México, na semifinal, o Brasil chegou aos 14 gols no torneio, um atrás da Nigéria, eliminada nas quartas.
E, justamente na final, o bom desempenho ofensivo brasileiro vai encarar a até agora intransponível defesa de Portugal. ''Sabemos que Portugal é muito forte na defesa, que o (goleiro) Mika ainda não sofreu nenhum gol, mas do nosso lado temos atacantes de grande qualidade. É promessa de um belo confronto de estilos opostos. Estudamos bem os nossos adversários, mas sei que será um jogo duro, como foram as partidas diante do México e da Espanha'', afirmou Ney Franco.
A final na Colômbia será uma reedição da decisão de 1991, quando Portugal levou a melhor sobre o Brasil, nos pênaltis.

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