Tudo bem que o placar não foi exatamente o que a equipe verde-amarela queria, mas deu gosto de ver a seleção juvenil japonesa de beisebol enfrentar o selecionado brasileiro ontem em Londrina, evento que integra o calendário oficial dos 100 anos da imigração japonesa. Jogando na Associação Cultural e Esportiva de Londrina (Acel), o Brasil perdeu os dois jogos disputados mas nem isso prejudicou o espetáculo.
A equipe colegial japonesa é formada pelos 20 melhores atletas entre os mais de 90 mil jovens com até 18 anos que disputaram a competição no Japão. O secretário-geral da delegação japonesa, Shojiro Izumi, destacou que todos estavam muito felizes em participar do evento que celebra o centenário da imigração japonesa no Brasil. ''Estamos muito felizes e viemos com muito prazer. Muitos outros queriam estar aqui'', comentou.
Mas mesmo bem recebidos, os japoneses não aliviaram nem um pouco. A seleção brasuca, que havia vencido os visitantes por 9 a 7 no sábado, em Bastos (SP), perdeu o confronto da manhã - por 5 a 2 - e também o da tarde - por 14 a 4 -. ''Como perderam, eles falaram que tinham que lutar mais'', brincou Izumi.
O manager da delegação brasileira, Wilson Fiuza, observou que o mais importante é a troca de experiência para os meninos do Brasil, incluindo os londrinenses Guilherme Watanabe e Leonardo Tsuzuki. Segundo ele, a visita dos japoneses ajuda a divulgar a modalidade entre os brasileiros. ''Acho que falta uma dedicação maior dos pais (em apresentar o beisebol para seus filhos) porque os brasileiros da seleção são os que têm mais destaque, porque têm mais força física'', apontou. Hoje, sete dos 20 jogadores do elenco não são nikkeys.
O clima de amizadde também tomou conta do público de mais de quatro mil pessoas. O coordenador do evento, Celso Hayashi, destacou que a presença da seleção japonesa em Londrina foi também uma forma de valorizar os muitos descendentes que vivem na região. ''Para a Acel, foi um privilégio realizar um evento internacional desta importância'', comemorou. A associação tem destaque na revelação de talentos e na divulgação da modalidade no Paraná e no país.
Tanto é que até brasileiro legítimo prestigiou o confronto. Foi o caso do mecânico Edilson Ribeiro da Silva. Mesmo meio perdido com tantas regras, ele garantiu que estava gostando. ''Está um filé. Se tiver outras oportunidades vou voltar mais vezes'', disse. Já Kioshi Koakutsu, morador de Mauá da Serra apreciador do beisebol desde criança, até revelou para qual dos times estava torcendo: ''A seleção brasileira perdeu o jogo mas nossa rapaziada mais nova está jogando muito bem''.
As duas seleções voltam a se enfrentar no meio da semana, em Campo Grande (MS), e no próximo domingo, em Mogi das Cruzes (SP).

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