Brasil e Itália lutam por vaga na semifinal
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Agência Estado 
Córdoba - Brasil e Itália, dois favoritos ao título do Campeonato Mundial de Vôlei Masculino, vão se enfrentar precocemente nas quartas-de-final, hoje, às 18h30 (de Brasília), com SporTV, no ginásio Orfeo Superdomo, em Córdoba. ''Se ganharmos, serão três decisões. Nas quartas, semi e final. A ansiedade é grande sim'', declarou o levantador do Brasil, Maurício. Amanhã, o vencedor desse confronto deverá jogar com a Iugoslávia, às 21 horas, também com TV e no mesmo local, pela semifinal.
Isso porque hoje, às 16 horas, os iugoslavos têm como adversário das quartas-de-final, a surpresa do torneio: o jovem time de Portugal. ''Vamos lutar mas sabemos que será muito difícil. Já estamos mais do que satisfeitos de estarmos entre os oito melhores do mundo'', comentou o atacante português Hugo Gaspar.
Em Buenos Aires, no Luna Park, ocorrerão os outros dois confrontos dessa etapa: Rússia x Grécia (18h30) e Argentina x França (21 horas). Os vencedores vão se enfrentar por uma vaga na final na sexta-feira. A disputa pela medalha de bronze será no sábado, e a luta pelo título, no domingo, em Buenos Aires.
O técnico do Brasil, Bernardo Rezende, o Bernardinho, já havia comentado antes do torneio que a chave para o sucesso ou para o fracasso era a partida das quartas-de-final. Uma derrota significa buscar colocação entre o quinto e o oitavo postos, fato incomum no currículo recheado de títulos e medalhas do treinador. Também da seleção: o Brasil ficou em quinto na edição de 1994, mas, desde 1978, quando ficou em sexto, não deixa de terminar entre os quatro melhores: 1998 (quarto), 1990 (quarto), 1986 (quarto) e 1982 (segundo).
''Nunca tivemos um confronto tão difícil como esse nessa fase do torneio. Há um equilíbrio muito grande entre as seleções, independente de vitórias ou derrotas anteriores. O que pode definir o vencedor será a estratégia a ser adotada'', comentou Bernardinho.
Brasil e Itália já se enfrentaram 57 vezes. Os brasileiros têm 30 vitórias. Mas, o saldo nos mundiais da última década é negativo: em 1998 e 1990 (não se enfrentaram em 1994) perderam nas semifinais para os italianos por 3 a 2. Em 1998, De Giorgi entrou no jogo (o Brasil ganhava por 2 sets a 1) e foi o grande responsável pela vitória. Ele está na Argentina, mas Meoni, Gardini, Bracci e Rosalba não.
''Esse confronto de Brasil e Itália não tem história. São times diferentes, especialmente o da Itália. É esse jogo que vai acontecer. Tudo vai ser jogado amanhã (hoje)'', declarou o capitão da Itália Gravina, para quem o lado psicológico será determinante.
Gustavo concorda. Mas consegue reverter a ansiedade em motivação. Na dificuldade, ou quando é provocado pelo rival, sente mais vontade de jogar. E é exatamente como está no momento. ''Estou louco para a partida começar'', conta.
O Brasil deverá começar a partida com a mesma equipe das últimas três partidas: Maurício, André Nascimento, Nalbert, Giba, Gustavo e Henrique; líbero: Escadinha.


