São Paulo, 28 (AE) - A mais emocionante competição do tênis, a Copa Davis é o sinônimo da globalização do esporte. Reúne 129 países e esta semana, de 4 a 6 de fevereiro, em todos os cantos do planeta, tenistas profissionais esquecem o circuito e colocam o coração na raquete para defenderem seus times, sempre num clima vibrante, seja na fria Europa ou nas quadras quentes da América do Sul. De todos os participantes, apenas 16 nações formam o chamado Grupo Mundial, uma elite em que o Brasil faz parte e volta a marcar sua rivalidade com a França em confronto marcado para Florianópolis, terra natal do ídolo Gustavo Kuerten
o Guga.
Na Davis, o clima de rivalidade é sempre mais acentuado. A torcida tem maior participação e faz a festa nas arquibancadas, empurrando e ajudando seus tenistas, como em nenhuma outra competição do tênis. Os jogos tem um formato próprio, com quatro partidas de simples recheada por uma de duplas.
Este ano, a Davis vem com novidades. Os titulares de simples poderão ser mudados no último dia de jogos, no domingo. Os capitães de cada país, ganham com isso maiores opções táticas e podem mudar a história do confronto, justamente na rodada decisiva.
O regulamento ainda prevê que o número 1 de um país tem de enfrentar o dois do outro na primeira rodada, na sexta-feira. Depois, sábado, joga-se a partida de duplas. E no domingo, os jogos começam com o encontro dos dois números 1 de cada time e se a decisão ficar para a quinta e decisiva partida, a responsabilidade estará nas raquetadas dos números dois de suas equipes.
Os jogos são sempre disputados em melhor de cinco sets, o que dá um ar de Grand Slam para qualquer lugar em que seja disputado o confronto.
A grande diferença da Davis é dar ao país sede uma série de regalias, colocando assim um time teoricamente mais fraco, em condições de superar adversários fortes, colocando em campo privilégios como o de escolher a superfície mais conveniente para seus jogadores, velocidade de bolinha, condições atmosféricas, além, é claro, de contar com o incentivo do público.
O Brasil para vingar-se da França, depois de ter perdido por 3 a 2 no confronto das quartas-de-final do ano passado na bucólica cidade de Pau, construiu uma quadra de saibro dentro das recomedações do capitão Ricardo Acioly, com uma superfície lenta o suficiente para acentuar as características dos titulares Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni. No último encontro com os franceses, os brasileiros sofreram com a rapidez do Taraflex, uma espécie de carpete, muito rápido.
Confrontos - A escolha das condições mais favoráveis não é privilégio apenas do Brasil na série de confrontos que serão disputados de 4 a 6 de fevereiro. Os norte-americano, sem Pete Sampras, contundido, irão para o Zimbábue e jogarão na superfície escolhida pelos irmãos Wayne e Byron Black, favoritos do Zimbabue. O time dos Estados Unidos terá John McEnroe como novo capitão e levará para a cidade de Harare Andre Agassi, Todd Martin e Jim Courier.
A Inglaterra, desfalcada de Greg Rusedski, irá enfrentar a República Checa, no Zimmi Station de Ostrava. A Espanha, em crise desde a derrota para o Brasil no ano passado - sem sequer um capitão definido - recebe a Itália em Múrcia, com duelos envolvendo Alex Corretja e Albert Costa (Carlos Moya diz que não joga) e os italianos Andrea Gaudenzi e Diego Nargiso.
A Rússia de Yevgeny Kafelinikov e Marat Safin é favorita no confronto diante da Bélgica, com jogadores sem muita experiência
apesar da presença de Felip Dewulf e do talentoso adolescente Xavier Malisse.
áustria e República Eslovaca fazem um confronto de suma importância para o Brasil. Se os brasileiros vencerem enfrentarão, na próxima rodada, de 7 a 9 de abril, austríacos como Stefan Koubek ou eslovacos como Karol Kucera e Dominik Hrbaty. Os jogos serão em Bratislava.
Os vizinhos alemães e holandeses jogam em Leipzig, na Alemanha
sem Nicolas Kiefer, enquanto o time campeão do ano passado, a Austrália, viaja para Zurique para enfrentar os suíços.
Os vencedores destes confrontos passaram para as quartas-de-final, enquanto os perdedores irão para a repescagem da Davis.

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