Brasil é finalista no basquete feminino
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Agência Estado 
Rio - Após 16 anos, a seleção brasileira feminina de basquete chega à final dos Jogos Pan-Americanos, na partida que será realizada hoje, às 15h30, na Arena Olímpica, em Jacarepaguá. Ontem, o time liderado por Janeth, que fará a sua última partida com a camisa do Brasil, venceu Cuba por 79 a 60. Na decisão, as brasileiras enfrentarão o vencedor do confronto entre Estados Unidos e Canadá, que jogariam ontem à noite.
Na festa de despedida para a ala Janeth, de 38 anos, o objetivo do grupo é um só. ''Vamos entrar motivadas para dar o ouro para Janeth'', diz a também veterana Kelly, pivô de 28 anos que está em seu terceiro Pan.
Kelly foi o destaque do jogo, com um ''double-double'' (quando o jogador alcança dois dígitos em dois fundamentos; no caso dela, pontuação e rebotes). Ela fez 17 pontos e ainda apanhou 14 rebotes. A ala Micaela dividiu o posto de cestinha com Kelly, marcando também 17 pontos.
Foi um jogo de recuperação para Kelly, que ficou dois meses parada, de férias, antes de chegar ao Rio. Isso porque o time que defendia na Espanha (Nercaleon) não passou das oitavas-de-final, e voltou ao Brasil mais cedo. ''Estava de férias, só fazendo musculação. Desde o amistoso com o México (duas semanas atrás), venho crescendo. O Barbosa foi insistindo e as meninas tiveram paciência comigo'', comemora a pivô que, após o Pan, defenderá o time francês AIX Provance.
Janeth conseguiu a segunda maior pontuação do jogo, com 13 pontos. E deixou a quadra mancando, sem a meia do pé esquerdo, reclamando de dor. Está com uma bolha, que a está incomodando há dois dias. ''Vou fazer um gelinho, colocar um curativo, trocar a meia. Levo isso numa boa'', diz a veterana, dona de uma prata (Indianápolis/1987) e um ouro (Havana/1991).
Feliz por ter escolhido o Pan do Rio para se despedir da seleção brasileira, Janeth se diz confiante na medalha de ouro. ''A sensação de disputar o Pan aqui é diferente. Estou contente com tudo. Hoje (segunda), me cansei um pouco. Mas decidi ficar em quadra, mesmo não pontuando, porque eu sinto que as meninas ficam mais seguras e livres para jogar.''


