Brasil é favorito em Havana
São Paulo, 10 (AE) - Mesmo sem força máxima e iniciando um processo de renovação provocado pela desistência de jogadoras como Marta e Paula, a seleção brasileira feminina de basquete é uma das candidatas a ficar com uma das três vagas em disputa para a Olimpíada de Sydney, no ano 2000, no Pré-Olímpico de Havana. O torneio começa quarta-feira e vai reunir, até segunda-feira, oito seleções das Américas do Sul, Central e do Norte.
As meninas do Brasil chegaram em Havana hoje, depois de uma viagem com escala em Miami, que começou no domingo à noite, em São Paulo. Neste Pré-Olímpico, a seleção terá um time mudado em relação ao que foi vice-campeão na Olimpíada de Atlanta, em 1996, sem Paula e Hortência e ainda sem as pivôs Marta, Cíntia Tuiú e Leila. Mas terá, entre as titulares, Helen e Janeth e a pivô Alessandra, que têm a experiência das conquistas das medalhas de prata, em Atlanta, e de ouro, no Mundial da Austrália, em 1994. "O Brasil é um dos candidatos a vaga olímpica, mas terá de jogar com seriedade porque tem uma equipe bem diferente", afirma o técnico Antônio Carlos Barbosa. Helen, sua irmã Silvinha, mais Janeth, Alessandra e Rosângela formarão a base escalada por Barbosa em Cuba.
A seleção tem as novatas pivôs Zaine, Kelly, Kátia Denise e a armadora Adriana que estarão no banco à disposição do treinador. "Chega uma hora em que é preciso renovar", observa o técnico. "É melhor que seja com aquelas que querem servir a seleção." O Brasil foi ao torneio olímpico de basquete feminino duas vezes. Em 1992 foi 7.º e penúltimo colocado. Mas desde a Austrália, em 1994, ocupa posição de destaque que deseja manter, classificando-se para a Olimpíada de Sydney.





