Brasil e Escócia abrem a última Copa do Mundo deste século em 10 de junho, no Estádio da França, em Saint-Denis, às 12h30 (horário de Brasília). O sorteio dos grupos, realizado ontem no Estádio Velódrome, em Marselha, também colocou Marrocos e Noruega como adversários da equipe de Zagallo na primeira fase. A partida contra os africanos está marcada para 16 de junho, em Nantes (16 horas). Os brasileiros enfrentam os nórdicos em 23 de junho, em Marselha (16 horas).
A cerimônia do sorteio, comandada pelo suíço Joseph Blatter, secretário-geral da Fifa, foi iniciada após a vitória por 5 a 2 da seleção do resto do mundo sobre a européia. O alemão Franz Beckenbauer, que ergueu a Taça Fifa em 1974, no Mundial da Alemanha - naquele torneio, o Brasil disputou o jogo inaugural de uma copa pela última vez (0 a 0 contra a Iugoslávia, em Frankfurt) -, encarregou-se de sortear o grupo de seis dos oito cabeças-de-chave, já que a chave de Brasil e França já estava pré-definida.
A seguir, os países da Confederação Norte, Centro-Americana e do Caribe de Futebol (Concacaf) e os africanos integraram as chaves. A tarefa coube a Kopa, atacante da seleção francesa na Copa de 58, na Suécia.
Das mãos do técnico Carlos Alberto Parreira, campeão mundial nos Estados Unidos, em 1994, e recém-contratado pela Arábia Saudita, saíram a composição dos países europeus. A Escócia, primeira bolinha sorteada, caiu na chave do Brasil. Como são nove países daquele continente, um sobrou: a Noruega.
A quarta e última rodada, comandada por Trésor, zagueiro francês nos mundiais de 78, na Argentina, e 82, na Espanha, agrupou as seleções asiáticas, sul-americanas e a Noruega. O sorteio do país europeu, nessa etapa, foi dirigido: apenas os grupos de Brasil (A) e Argentina (H) tinham apenas um representante do Velho Continente.
Mais uma vez o presidente da Fifa, João Havelange, tentou isolar Pelé da cerimônia oficial do sorteio dos grupos da Copa do Mundo, afastando-o da solenidade que contou com a presença de outros grandes ex-jogadores do mundo como o alemão Beckenbauer e o francês Raymond Kopa. Pelé, convidado especial do Comitê Francês de Organização (CFO), assistiu à partida amistosa entre a seleção da Europa e outra do resto do mundo da tribuna oficial do Stade Velodrome. Em nenhum momento Pelé pareceu incomodado com a situação, que poucos compreendem na Europa.

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