As surpresas desta fase aconteceram ontem. O Paraguai resistiu bravamente à França, demorando quase duas horas para tomar um gol. Mas não dá para jogar só defensivamente, é preciso também saber atacar para ser um vencedor. A França sofreu, mas no final deu a lógica, mesmo que através da morte súbita. De qualquer modo, Chilavert, Gamarra, Ayala e o técnico Paulo César Carpeggiani ensinaram aos franceses onde fica o Paraguai.
A surpresa maior foi fornecida pelos gélidos dinamarqueses em cima dos endiabrados nigerianos. Ninguém esperava uma goleada da Dinamarca e olhe que poderia ter sido ainda maior tal a superioridade do time que, na primeira fase, sofreu para vencer a apática Arábia do Parreira por apenas 1 x 0. Que fazer se ontem o goleiro Rufai estava mais para Rufalha; se o atacante Ikpeba trocou o nome para Ikepereba e se o Okocha parecia que estava jogando contra o Atlético no Pinheirão?
A Dinamarca de ontem lembrou a Dinamáquina do passado, pois é forte na defesa, tem bom toque de bola, vai ao ataque com rapidez e conclui com precisão. Não é de se matar com a unha. Se repetir o que fez ontem, vai ser um jogo muito difícil para o Brasil.

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