Janaina Tupan Frare
Especial para a Folha
de Winnipeg, Canadá
A seleção brasileira feminina de vôlei, comandada pelo técnico Bernardinho do Rexona/Paraná, garantiu ontem, após vencer a República Dominicana por 3 a 0 (25/23, 25/23 e 25/17, em 1h9), a classificacão para as semifinais do Pan. Hoje, as meninas do Brasil jogam contra a forte seleção cubana, às 16 horas (de Brasília).
O Brasil fechou o primeiro e segundo set contra a República Dominicana com a diferença de apenas dois pontos (25/23). O terceiro teve uma diferença um pouco maior (25/17), mas nem isso deixou o técnico Bernardinho mais tranquilo. Entre broncas e as reações típicas de nervosismo do treinador, ele assume: ‘‘Chutar a cadeira já virou uma coisa normal’’. Durante todo o primeiro e segundo set o jogo esteve equilibrado, com o Brasil na frente, mas sem conseguir abrir grande diferença no marcador. No terceiro, o passe brasileiro esteve muito melhor, o que facilitou o trabalho da Fofão que soube variar bem as jogadas de ataque do Brasil.
‘‘As meninas da República Dominicana são muito altas, muito fortes e com certeza vieram para tentar atrapalhar o nosso caminho. Mas o importante agora é que não vamos enfrentar Cuba na semifinal’’, diz Bernardinho. ‘‘Elas têm um estilo muito parecido com o das cubanas, baseado na forca física’’, completa Leila.
O Brasil entrou em quadra com Fofão, Leila, Virna, Janina, Erika e Karin Negrão. Entre as titulares, duas são da equipe paranaense, Erika e Karin. Mas a seleção ainda tem outras três atletas do Rexona - Elisângela, Waleska e Raquel. Segundo Erika, existe uma explicação lógica para isso. ‘‘A base do Rexona está aqui no Pan porque as revelações estão lá no Paranᒒ, diz a atleta em tom de brincadeira. Bernardo confirma: ‘‘No Rexona trabalhamos para descobrir novos valores’’.
Rivalidade - Brasil e Cuba são rivais tanto dentro quanto fora das quadras. ‘‘Hoje a gente até se cumprimenta fora da quadra’’, diz Virna, tentando explicar a situacão delicada que permanece entre as duas equipes desde os Jogos Olímpicos de Atlanta e o Grand Prix de 96, quando as atletas chegaram até a agressão física.
As duas equipes se enfrentam hoje de igual para igual. Ambas não perderam nenhum set durante a competição. ‘‘Agora, o importante é dar porrada nelas dentro da quadra e deixar as provocações de lado’’, completa a atacante brasileira. ‘‘O time de Cuba é sempre muito forte, vamos jogar de olho na semifinal, que é a partida mais importante’’, diz Bernardinho. Mas Janina afirma: ‘‘Para nós, todo jogo é como se fosse uma final’’.

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