Somente duas seleções estão levando a sério a 38ª Copa América: a Bolívia, por ser a organizadora do torneio e, como tal, tem grandes chances de conquistar seu segundo título sul-americano, e o Brasil. Por já estar classificada para a Copa da França, a seleção de Zagalo tem a oportunidade de contar com o grupo completo.
O Brasil será a grande atração da competição. Em compensação, a fragilidade dos adversários torna quase que obrigatória a conquista do título.
A Copa América interrompe as eliminatórias sul-americanas e, assim, quebra o ritmo das seleções, que estão disputando quatro vagas para o Mundial de 98. Para não desgastar ainda mais os jogadores, já que duas sedes do torneio estão situadas em altitudes elevadas - que exigem esforço redobrado do organismo dos atletas -, muitos treinadores decidiram levar para a Bolívia uma seleção reserva. Além das dez seleções sul-americanas, o competição terá a presença do México e da Costa Rica, filiados à Confederação Norte, Centro-Americana e do Caribe de Futebol.
A organização do torneio vai custar cerca de US$ 20 milhões - o comitê organizador, junto com o governo boliviano, investiu US$ 15 milhões na reforma dos estádios e em instalações. A Traffic, empresa de promoções, vai investir outros US$ 5 milhões.

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