Quase 100 mil torcedores prestigiaram, ontem, a festa do centenário do Barcelona, o popular clube catalão que homenageou ídolos de todas as épocas antes da partida. Diante do time da casa, estava nada menos do que a Seleção Brasileira, quatro vezes campeã do mundo. Mas o encontro deve ter frustrado os que torciam pelo bom futebol. À exceção de um momento ou outro, o amistoso, que terminou com um empate por 2 a 2, esteve aquém do que se poderia esperar dos vários craques em campo.
Uma síntese dessa irregularidade foi a atuação de Ronaldinho, o mais observado jogador no gramado do Nou Camp. O atacante, que já foi ídolo do Barcelona e hoje luta contra as contusões nos joelhos para firmar-se novamente na Internazionale de Milão, teve bons e maus momentos, executou lances de grande beleza e cometeu falhas de principiante. É verdade que tenha procurado movimentar-se sempre, arriscando dribles e tabelas. Mas também mostrou falta de ritmo, desequilibrando-se em vários lances.
Para um jogo em ritmo de camaradagem, quatro gols foram um bom número. Mas o índice de falhas individuais, principalmente pelo lado brasileiro, também foi grande. E os erros de arbitragem também.
O mesmo Juan Ansategui Roca que não marcou um pênalti de Reizinger sobre Ronaldinho anulou mal, atendendo ao equivocado aceno de um dos bandeirinhas, o gol de Anderson que poderia dar a vitória ao Barcelona.
Vitória, por sinal, que seria injusta. O resultado de 2 a 2 ficou de bom tamanho. Ele começou a ser construído aos 29 minutos de partida, quando Ronaldinho tabelou com Romário e, bem ao seu estilo, driblou o goleiro antes de marcar.
Aos 34, Rogério Ceni começou a mostrar que não estava numa noite feliz. Falhou bisonhamente ao tentar defender uma bola cruzada da esquerda e permitiu a finalização certeira de Luis Henrique. Aos 41, em passe de Ronaldinho, Rivaldo chutou de fora da área, desempatou e descobriu a camisa, mostrando uma camiseta com uma foto de seu pai.
No segundo tempo, o jogo estava fraco e piorou ainda mais depois que Rogério Ceni cometeu sua segunda falha, soltando nos pés de Cocu uma falta cobrada sem violência por Luis Henrique. O holandês aproveitou o presente e definiu o placar na noite chuvosa do festivo Nou Camp.
O técnico Wanderley Luxemburgo acabou não colocando em campo todos os jogadores convocados para o amistoso. Apenas Rogério e Giovanni entraram nos lugares de Zé Maria e Amoroso.


Barcelona 2

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