Brasil e Alemanha vale prévia da Copa
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terça-feira, 24 de março de 1998
Agência Estado 
France PresseDefesa e ataqueRomário e Dunga, dois grandes nomes da Seleção Brasileira Brasil e Alemanha enfrentam-se hoje, às 20h37 (16h37 no horário de Brasília), em Stuttgart, em partida amistosa, mas cujo resultado poderá ter reflexos diretos na participação de ambos na próxima Copa do Mundo na França, que começa dia 10 de junho. O técnico Zagallo disse que o jogo será fundamental para os times. É o confronto da seleção número um do mundo contra a de número dois, segundo o ranking da Fifa.
Uma das preocupações do técnico Zagallo desapareceu ontem com o clarear do dia em Stuttgart. Fazia frio, mas não havia uma só nuvem no céu, e as previsões para a hora do jogo são de temperatura próxima a 12 graus, porém com tempo firme. Com isso, Zagallo apareceu sorridente para o encontro que teve com a imprensa pela manhã. Ele insistiu no favoritismo dos alemães, mas chamou a atenção para o fato de estarem em campo dois campeões mundiais. Porque não pensarmos no jogo como uma prévia da final da Copa da França?, perguntou.
Zagallo, porém, enumerou os fatos que o levam a dar o favoritismo do jogo aos alemães. Eles jogam em sua casa, sob um clima ao qual estão acostumados, e seus jogadores estão descansados, enquanto os nossos ainda sofrem os efeitos do fuso horário, analisou. E eu me lembro perfeitamente que nós os vencemos por 3 a 1 em Porto Alegre, em 1992, quando eles é que estavam jogando em condições adversas.
O goleiro Taffarel completa hoje 103 jogos com a camisa da Seleção Brasileira, totalizando assim um verdadeiro recorde de mais de 9.000 minutos no gol. Dos 22 jogadores convocados para a partida contra os alemães, Taffarel é o que mais defendeu a Seleção. Nos 103 jogos (8.917 minutos), ele sofreu um total de 62 gols.
Depois de Taffarel, os que mais jogaram foram o volante Dunga, que vestiu a camisa verde-amarela em 87 oportunidades (7.213 minutos) e o atacante Bebeto em 81 oportunidades (5.805 minutos).Alemanha
Kupke; Olaff Thom (Yves Eigenrauch), Babbel, Kohler e Heinrich; Hamann, Ziege, Hubler e Muller; Kirsten (Klismann) e Bierhoff. Técnico: Berti Vogts.


