Osaka - A seleção brasileira feminina de vôlei volta à quadra na madrugada de hoje, a partir das 3 horas (horário de Brasília), para o confronto com a Sérvia e Montenegro. Em jogo, a vaga na final do Campeonato Mundial 2006. A partida será transmitida ao vivo pela Rede Globo. Às 5 horas, Itália e Rússia disputam a outra semifinal. Sob o comando do técnico José Roberto Guimarães, essa é a segunda vez que as equipes se enfrentam. Na primeira, em 3 de junho de 2005, no Torneio de Courmayer, o Brasil venceu por 3 sets a 0 (25/18, 25/18 e 25/19).
Após estudar os vídeos com os jogos do adversário, Zé Roberto analisou a Sérvia e Montenegro. ''É uma seleção que joga com um a velocidade muito grande em relação a alguns times da Europa, tanto na bola de entrada de rede quanto na de saída; e fundo principalmente pelo meio. A Sérvia e Montenegro tem jogadoras experientes, principalmente as ponteiras Spasojevic e Nikolic, uma levantadora jovem (Ognjenovic), mas que joga com muita velocidade, especialmente nas bolas para a saída da rede, com as jogadoras em um pé'', diz o treinador. ''Enfim, é um time que vem bem no Mundial e surpreendeu todos até o momento, principalmente por ter vencido Cuba e Itália na primeira fase'', observou.
Para a seleção feminina, Zé Roberto pede tranquilidade e um saque eficiente. ''Nós temos que manter a calma, o controle. Precisamos conseguir um bom saque, trabalhar nossas bolas e cometer poucos erros, principalmente os não forçados. A estratégia e pressionar a Sérvia e Montenegro de todas as maneiras. Essa é a única forma de conseguir uma vitória diante dessa equipe'', analisa.
Como Zé Roberto, a experiente levantadora Fofão dá ênfase ao saque. ''É uma equipe desconhecida. Só conhecemos a Djerisilo e a Spasojevic, que jogaram na Itália no ano passado. Contra essa equipe, é necessário uma boa eficiência no saque. Se a gente conseguir sacar bem, vamos neutralizar muitas jogadas de velocidade delas'', explica Fofão.
Masculino - Enquanto não começa o Mundial Masculino, a seleção brasileira treina contra a Polônia. Ontem, os dois times usaram uniformes de treino no amistoso em Hirakata, região de Osaka. O jogo-treino de quatro sets contra os poloneses foi tão disputado que parecia partida oficial. Ao fim, a chance de testar a equipe contra um adversário forte foi mais importante do que o placar de 2 sets a 2 (o Brasil venceu o primeiro por 25/20, perdeu depois por 31/29 e 25/16 e ganhou o último por 25/18).

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