Brasil derrota a Coréia e estuda jogo dos japoneses
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sexta-feira, 20 de novembro de 1998
Agência Estado 
A seleção brasileira masculina de vôlei, ao contrário do que tem feito nos últimos jogos, não saiu da quadra do Green Arena, depois da vitória sobre a Coréia dos Sul por 3 a 0 (15/13, 15/5 e 15/9), e foi para a sala de musculação do ginásio no Campeonato Mundial do Japão. Os jogadores saíram ontem dos vestiários e foram para as arquibancadas, de papel e lápis nas mãos, assistir e anotar o jogo do Japão, adversário de amanhã, a partir das 7 horas, em Hiroshima, com TV.
Os atletas assistiram aos três primeiros sets da vitória da Espanha sobre o Japão por 3 a 2 (15/5, 13/15, 15/8, 11/15 e 15/12). Além de anotarem as principais jogadas dos próximos adversários, eles puderam sentir o que irão sofrer no jogo com a pressão da torcida, que acompanha, aos gritos, todos os movimentos da bola. O Japão pode estar perdendo feio, mas a torcida não pára de gritar. E não são apenas os torcedores que gritam e comemoram. No banco de reservas, técnico, assistente, médico e preparador físico também se comportam como torcedores. A cada ponto importante, só faltam entrar em quadra para comemorar.
O atacante Nalbert acha, por exemplo, que os japoneses são mais habilidosos e experientes do que os sul-coreanos. Vai ser difícil, eles defendem muito. Precisamos marcar bem as jogadas para não cometermos erros. Giba, que ontem foi novamente o maior pontuador do Brasil, concorda com o capitão da seleção. O Japão ataca rápido, com força e vai ser um jogo muito difícil.
Com uma torcida especial na arquibancada - a mãe, a tia e a mulher do levantador Maurício, a mãe de Giba e o técnico Ricardo Navajas, do Report/Nipomed -, a seleção brasileira precisou de 1h37 para vencer a Coréia. O Brasil só encontrou dificuldades no primeiro set, quando estranhou o estilo asiático de jogo.
No segundo set, o jogo ficou equilibrado até o quarto ponto. Com o passe de novo nas mãos de Maurício, o Brasil não teve problemas para jogar o que sabe e definir o set a seu favor com tranquilidade. O Brasil jogou fácil e manteve uma vantagem folgada, chegando a marcar 12 a 5. O técnico Radamés Lattari, então, começou a mudar um pouco o time, para dar ritmo aos reservas. Colocou Alex no lugar de Nalber e André no de Gustavo, depois trocou Max por Joel. O mesmo aconteceu no terceiro set.
Resultados de ontem: Grupo G - Bulgária 3 x Argentina 2 (15/8, 16/17, 15/7, 10/15 e 15/9), Cuba 3 x Canadá 1 (15/10, 10/5, 15/12 e 15/5), Brasil 3 x Coréia do Sul 0 (15/13, 15/5 e 15/9); Grupo H - Iugoslávia 3 x Grécia 1 (11/15, 15/3, 15/9 e 15/5), Rússia 3 x China 1 (15/8, 16/17, 17/16 e 15/9), Holanda 3 x Ucrânia 1 (14/16, 15/11, 15/8 e 16/14) e Itália 3 x EUA 0 (15/6, 15/2 e 15/12).


