Brasil decide com Rússia no vôlei masculino
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sábado, 11 de agosto de 2012
Das Agências 
Londres - A seleção brasileira masculina de vôlei chegou desacreditada para a disputa dos Jogos Olímpicos de Londres. A sexta colocação na Liga Mundial colocava em dúvida a capacidade do time que havia sido campeão nos Jogos de Atenas, em 2004, e vice, em Pequim, quatro anos depois.
A campanha começou com uma vitória tranquila sobre a Tunísia, na primeira rodada. Ganhou força com um incontestável 3 a 0 sobre a Rússia. No jogo seguinte, porém, o revés diante dos Estados Unidos voltou a acender a luz de alerta. Na quarta rodada, uma difícil vitória de virada sobre a Sérvia e a classificação para as quartas de final estava assegurada. Para cumprir tabela, o Brasil entrou em quadra e venceu facilmente a Alemanha.
Nas quartas de final, o time de Bernardinho passou sem problemas pela Argentina. E, quando tudo levava a crer que os norte-americanos seriam os rivais na semifinal, eis que a Itália aprontou uma surpresa para cima dos atuais campeões olímpicos. Melhor para o Brasil que atropelou os italianos, na última sexta-feira. Uma atuação impecável, que deu muita força para a decisão da medalha de ouro, neste domingo, a partir das 9 horas, contra a mesma Rússia que foi atropelada na segunda rodada.
Auge
Bernardinho programou o auge de sua equipe para Londres. Para isso, assumiu alguns riscos. Em pouco mais de um mês, lidou com uma derrota humilhante e com um resultado péssimo. No início de julho, a seleção perdeu de 3 sets a 0 para Cuba, um time formado essencialmente por adolescentes e que nem sequer estava classificado para Londres-12.
Restando só duas semanas para os Jogos, o técnico tinha uma equipe esfacelada emocionalmente pela campanha ruim na Liga Mundial e jogadores ainda em recuperação. ''Às vezes, tive algumas dúvidas. Será que estava fazendo a preparação correta? Será que não tinha que ter poupado o time na Liga Mundial? Aí, você vê que a essência do trabalho estava certa. Se eu não tivesse colocado o time para jogar a Liga Mundial, como eu poderia ter descoberto o Wallace?'', indagou o treinador, se referindo ao oposto que foi brilhante diante da Itália - ele substitui Leandro Vissotto, lesionado.
Hoje, o técnico respira aliviado com as escolhas que, olhando retrospectivamente, parecem ter sido corretas.
Terceira final
Quatro jogadores da seleção brasileira disputarão, neste domingo, a terceira final olímpica consecutiva. Os veteranos Giba, 35, Dante, 31, Rodrigão, 33, e Escadinha, 36, garantiram um posto no seleto grupo de atletas brasileiros com três medalhas.
A lista ainda inclui os nadadores Gustavo Borges e Cesar Cielo, o cavaleiro Rodrigo Pessoa e o jogador de vôlei de praia Emanuel. Acima deles, só os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, que subiram ao pódio olímpico cinco vezes.
Mais do que a quantidade, interessa aos veteranos do vôlei a cor da futura medalha. Os quatro conquistaram ouro em Atenas-04 e prata em Pequim-08. ''É legal (estar entre os que subiram três vezes ao pódio). Mas eu quero o ouro'', disse o líbero Escadinha.
O londrinense Giba, na seleção desde 1997, se diz rejuvenescido com a presença garantida em sua terceira final olímpica consecutiva. ''Para mim, é como se fosse a primeira (final). É muito bom ter esse currículo (de medalhas), mas o que vale é o que vai acontecer ao final do jogo'', disse o ponteiro.
O técnico Bernardinho fez questão de elogiar essa geração que o acompanhou desde quando assumiu a seleção, em 2001. Com o quarteto, o treinador acumulou, além das medalhas olímpicas, três títulos em Mundiais, oito Ligas Mundiais e duas Copas do Mundo. ''Esses jogadores têm que ser reverenciados. Escreveram o nome na história. São únicos'', encerrou.


