Brasil cura 'ressaca' com goleada
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Agência Estado 
Estocolmo - O Brasil derrotou a Suécia por 3 a 0, ontem, em amistoso que marcou a despedida do histórico Estádio Rasunda, onde foi disputada a final da Copa do Mundo de 1958. Apenas quatro dias depois da frustrante derrota para o México na Olimpíada de Londres, que adiou o sonho do inédito ouro brasileiro, a vitória em Estocolmo alivia um pouco a pressão sobre o técnico Mano Menezes no comando da seleção.
Palco da final do Mundial de 1958, quando o Brasil venceu a Suécia por 5 a 2 e conquistou o primeiro de seus cinco títulos mundiais, o Rasunda será demolido. Construído em 1937, o estádio tem hoje capacidade para 36 mil pessoas. E estava cheio para ver o amistoso entre as duas seleções e reverenciar alguns dos astros que estiveram naquela decisão: Pelé, Pepe, Mazzola e Zito.
Antes do amistoso, o clima foi de festa. O time do Brasil entrou em campo com uma réplica da camisa azul utilizada na final de 1958 - durante o jogo, porém, usou o uniforme atual. Do lado do sueco, ex-jogadores que fizeram história na seleção foram homenageados, como Larsson e Ravelli. Para completar, Pelé deu um simbólico pontapé inicial, sendo ovacionado no mesmo estádio onde se consagrou mundialmente.
Em relação ao time que perdeu a final olímpica, Mano Menezes teve quatro novidades nesta quarta: Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Ramires - jogadores que, acima do limite de idade, não estavam nos Jogos de Londres. Em compensação, ficou sem o lateral-esquerdo Marcelo, que, suspenso, foi substituído por Alex Sandro. Do outro lado, a Suécia não pôde contar com seu principal nome, o atacante Ibrahimovic, contundido.
Com bola rolando, o Brasil tomou conta do jogo desde o início. A primeira boa chance veio aos 18 minutos, quando Oscar arriscou chute de fora da área e acertou a trave. No rebote, Neymar, sozinho dentro da área, marcou o gol, mas o árbitro apontou impedimento erradamente e anulou o lance. Aos 24, surgiu nova oportunidade brasileira em cobrança de falta de Daniel Alves, que assustou o goleiro sueco.
Neymar teve ótima chance aos 29 minutos, mas seu passe não alcançou Thiago Silva, que aparecia sozinho, já quase dentro do gol. Logo depois, porém, o Brasil abriu o placar. Dessa vez, Neymar acertou um cruzamento perfeito e encontrou Leandro Damião livre na área para cabecear e fazer 1 a 0, aos 31.
No segundo tempo, a Suécia não teve força para ameaçar. Assim, o Brasil manteve o controle do jogo, desperdiçando algumas chances. Aos 22 e aos 23, dois chutes de Leandro Damião assustaram o goleiro sueco. Mano Menezes, então, trocou Leandro Damião e Oscar por Alexandre Pato e Hulk, respectivamente.
Depois, o técnico também tirou Neymar para a entrada de Lucas. Com as mudanças, o Brasil marcou dois gols quase na sequência, ambos com Alexandre Pato. Aos 38 minutos, Hulk arriscou o chute, a bola bateu no zagueiro e sobrou para Daniel Alves tocar para o jogador do Milan fazer o gol. E, aos 39, Pato arrancou sozinho pela área e sofreu pênalti. Ele mesmo bateu e definiu a vitória brasileira por 3 a 0.
''Esperávamos uma resposta forte. Gostei da proposta de jogo. Controlamos a partida e sofremos pouco. Criamos boas chances. Saio feliz do jogo com o resultado'', disse Mano Menezes
A vitória em Estocolmo serviu para diminuir um pouco a pressão sobre o treinador. Mas a tranquilidade dele pode acabar logo. Os próximos compromissos da seleção brasileira estão marcados já para o começo de setembro. No dia 7, o Brasil enfrenta a África do Sul, em São Paulo. E, na sequência, tem o amistoso contra a China, no dia 10, no Recife.
EM ESTOCOLMO
Suécia 0
Isaksson; Larsson, Granqvist, Olsson e Safari; Wernbloom, Holmen, Elm (Svensson) e Toivonen; Wilhelmsson (Kacaniklic) e Berg (Hysen). Técnico: Erik Hamren
Brasil 3
Gabriel; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz (Dedé) e Alex Sandro; Rômulo, Paulinho (Sandro), Ramires e Oscar (Hulk); Neymar (Lucas) e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Mano Menezes
Árbitro: Viktor Kassai (Fifa/HUN)
Estádio: Rasunda
Gols: Leandro Damião, aos 31 minutos do 1º tempo; Alexandre Pato, aos 38 e aos 39 (pênalti) minutos do 2º tempo


