Brasil continua sem uma equipe para disputar a Davis
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sábado, 03 de julho de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O Brasil continua sem capitão nem time para enfrentar a Venezuela, pela Copa Davis, entre os dias 16 e 18, em Caracas. Nelson Nastás, presidente da Confederação Brasileira de Tênis, tem até terça-feira, para apresentar a delegação completa à Federação Internacional, a ITF. Mas já se sabe que a preparação está comprometida. Caso não jogue, o País pode ser punido com até dois anos de suspensão.
O árbitro geral do confronto já está escolhido: será o português Jorge Dias. E o juiz de cadeira, o norte-americano Jake Garner. Os jogos serão em quadra sintética (Plexipave), no estádio da Federação Venezuelana, com capacidade para duas mil pessoas. A bola escolhida foi a Wilson US Open.
Os principais jogadores do País dizem que não jogam enquanto Nastás for presidente da CBT ele também é diretor da Copa Davis na ITF. Nastás está sob investigação de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
Na Fed Cup, equivalente feminina da Davis, no entanto, está tudo certo para o confronto contra a Croácia, pela repescagem do Grupo Mundial, nos dias 10 e 11, no Paineiras do Morumby, em São Paulo. Jogarão Maria Fernanda Alves (222 do mundo), Carla Tiene (271 ), Letícia Sobral (362 ) e Bruna Colósio (427 ).
Em pelo menos um cheque apresentado na última segunda-feira pela TV Globo, entre os documentos que comprovariam o desvio de recursos da CBT, aparece o nome do ex-funcionário da CBT Leandro Elias. Mas Leandro negou que foi responsável pelas denúncias. ''Sou do grupo de oposição da CBT, mas não fui eu quem fez as denúncias'', disse Leandro, que trabalhou na entidade até abril.
Leandro é filho de Walmor Elias, ex-presidente da CBT, que foi sucedido por Nastás. Walmor Elias deixou a entidade em 1990, também acusado de má administração.


