São Paulo - André Azevedo, 42 anos, conquistou a melhor colocação já obtida por um piloto brasileiro no rali Dacar, encerrado ontem, na cidade de Sharm El Sheikh, no Egito. Dirigindo um Tatra ao lado dos tchecos Tomas Tomecek e Mira Martinec, Azevedo completou a competição em segundo lugar, 1h02min01s atrás do russo Vladimir Tchaguine, com um Kamaz.
A melhor colocação já obtida por pilotos brasileiros havia sido em 1999, quando o mesmo Azevedo completou o percurso na terceira posição na listagem geral. ''Nos últimos três anos, eu venho beliscando as melhores colocações no pódio. Acho que 2003 marcou o fim da nossa falta de sorte'', declarou o piloto nascido em São José dos Campos (SP).
Na hora de subir no pódio, Azevedo, Tomecek e Martinec levaram bandeiras do Brasil e da República Tcheca e se emocionaram com o banho de champanhe. ''Este ano, eu tive boas vibrações dos faraós, ao contrário da maldição das pirâmides em 2000'', declarou o piloto, que na edição daquele ano viu seu caminhão quebrar a 170 quilômetros da linha de chegada, o que acabou lhe custando a segunda colocação no rali.
Em 2001, Azevedo foi obrigado a abandonar o rali por causa de problemas em seu caminhão. Na edição do ano passado, completou o Dacar na décima colocação.
Neste ano, o piloto chegou a ganhar dois dos 17 estágios do rali. Venceu o primeiro, entre as cidades francesas de Marselha e Narbonne. Depois voltou a vencer a décima etapa, realizada entre Sarir, na Líbia, e Siwa, no Egito.
Os outros três pilotos brasileiros que participaram da 25edição do rali Dacar também conseguiram completar a competição.
Jean Azevedo, 28 anos, irmão de André, terminou na quinta colocação na classificação geral das motos, pilotando uma KTM 660. Entre as motos da categoria Production, o piloto ficou com a primeira posição pela segunda vez.
A dupla Klever Kolberg, 40, e Lourival Roldan, 43, terminou no 13º posto na classificação geral dos carros. Dirigindo um Mitsubishi Pajero Full, eles ainda foram os terceiros colocados na categoria Super Production Diesel.
Morte A edição deste ano teve 8.552 quilômetros de percurso e foi disputada em 19 dias entre França, Espanha, Tunísia, Líbia e Egito. O rali teve a participação de 162 motos, 130 carros e 51 caminhões. No final, apenas 91 motos, 68 carros e 27 caminhões conseguiram completar o rali conhecido como o mais perigoso do mundo.
O acidente mais grave aconteceu na décima etapa. O navegador francês Bruno Cauvy morreu depois que seu Toyota, pilotado por Daniel Nebot, capotou.
A dupla Johann Peter Reif e Arnaldo Nicoli também levou um susto. O caminhão que eles dirigiam explodiu depois de passar por cima de uma mina terrestre na fronteira da Líbia e do Egito. Eles não se feriram, mas a organização e as autoridades locais fizeram um corredor humano de soldados egípcios para indicar o caminho correto aos competidores.
Outro acidente grave aconteceu com Kenjiro Shinozuka e Thierry Zotti. O carro deles capotou, e Shinozuka, que agora passa bem, chegou a entrar em coma.

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