Bangcoc, Tailândia - A seleção brasileira sofreu muito e precisou ir para a prorrogação, mas venceu a Espanha por 3 a 2, ontem, em Bangcoc, na Tailândia, para conquistar mais um título do Mundial de Futsal. Depois de empate por 2 a 2 no tempo normal, Neto apareceu a 19 segundos para o fim do tempo extra, marcou seu segundo gol na partida, e se tornou o herói da conquista do Brasil.
Foi o sétimo título mundial da seleção brasileira na história do futsal. Os dois primeiros, em 1982 e 1985, aconteceram quando a competição ainda era organizada pela Federação Internacional de Futebol de Salão (Fifusa). Por isso, a Fifa, que passou a comandar o esporte em 1989, só reconhece os últimos cinco conquistados pelo Brasil (1989, 1992, 1996, 2008 e agora em 2012).
A conquista deste domingo teve ainda mais significado por acontecer diante do principal rival brasileiro na luta pela hegemonia no futsal. A Espanha havia conquistado dois dos últimos três títulos mundiais e estava em busca de seu terceiro troféu. No entanto, como há quatro anos, quando venceu nos pênaltis os próprios espanhóis, o Brasil deixa a competição com o troféu.

A final
O jogo começou bastante truncado e equilibrado, como já era esperado - os dois finalistas são considerados as maiores forças da história do futsal mundial. A Espanha tinha mais posse de bola, enquanto o Brasil tentava responder nos contra-ataques.
A Espanha quase abriu o placar aos cinco minutos. Após rápida troca de passes, Lozano bateu, a bola passou pelo goleiro brasileiro, e Vinícius salvou em cima da linha.
A seleção brasileira voltou para a etapa final com Falcão em quadra e, logo em seu primeiro lance na final do campeonato, o jogador tentou do meio da quadra, por cobertura. Animado com a entrada de seu principal astro, o Brasil foi para cima e sufocou o adversário nos primeiros minutos, com chances de Rafael e do próprio Falcão. A pressão surtiu efeito aos cinco minutos: gol de Neto.
Apesar de atuar melhor que na primeira etapa, o Brasil sofreu o empate aos dez minutos. Após cobrança de falta ensaiada, Miguelin bateu forte e Tiago fez grande defesa. No rebote, no entanto, Torras estava sozinho e encheu o pé para fazer o primeiro da Espanha. O gol desestabilizou o Brasil, que levou o segundo logo na sequência, com o chute de Aicardo que desviou em Ari.
A Espanha ainda acertou uma bola no travessão antes que o Brasil passasse a utilizar Rodrigo como goleiro linha para tentar buscar o empate. Faltando quatro minutos para o fim, Falcão mostrou porque é considerado um dos melhores da história do esporte, acertou um chute no ângulo e, com o golaço, deixou tudo igual no placar. Assim, a decisão foi mesmo para a prorrogação.
A menos de dois minutos para o fim, Rodrigo perdeu um tiro livre de dez metros e a decisão parecia ir para os pênaltis. Foi, então, que apareceu a qualidade de Neto. Ele recebeu pela esquerda, deu lindo drible em Fernandão e bateu cruzado, a 19 segundos para o fim, para definir o título a favor da seleção brasileira, tornando-se também o melhor jogador do Mundial.

mockup