Brasil classifica 27 nadadores
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domingo, 10 de maio de 2009
Folhapress 
Rio de Janeiro - O Troféu Maria Lenk, que teve início na última terça-feira e durou até este domingo, foi repleto de grandes e históricos momentos para a natação brasileira. O maior deles, sem dúvida, foi a quebra do recorde mundial nos 50 metros peito por Felipe França, paulista de 21 anos, que cravou 26s89 e rendeu até uma placa em sua homenagem, inaugurada ontem ao lado da piscina do Parque Aquático Maria Lenk.
Mas houve também a quebra de três recordes brasileiros e 37 sul-americanos, entre eles o de Djan Madruga nos 800 metros peito, que perdurava por mais de 29 anos. O baiano Luiz Rogério Arapiraca, de 21 anos, foi o autor da façanha, com o tempo de 7min58s20.
Ao todo, 27 atletas conseguiram vaga para o Campeonato Mundial, que se realizará de 17 de julho a 2 de agosto, em Roma, na Itália. São 10 mulheres e 17 homens. O número é quase o dobro da quantidade de nadadores brasileiros que foram ao Mundial de Melbourne, na Austrália, em 2007, quando o Brasil classificou apenas 15 nomes.
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, estava eufórico no encerramento das competições, no Rio. "Estou muito feliz, igual a pinto no lixo. Estamos com a melhor seleção brasileira de todos os tempos, disparado", vibrou o dirigente. "Temos reais condições de medalhas com o Henrique (Barbosa, nos 100 e 200 metros peito), com o César Cielo, nos 50 e 100 metros nado livre, e com o Felipe França, nos 50 metros peito. Além dos revezamentos", previu.
Para o campeão olímpico dos 50 metros livre, César Cielo, as chances de medalhas, inclusive de ouro, são reais. Tudo em razão de novos nomes da natação que surgiram no último ciclo olímpico e confirmaram a boa fase durante os seis dias de competições no Maria Lenk, como Gabriel Mangabeira, Henrique Barbosa, Gabriella Silva e Carolina Mussi, entre outros.
"Vamos (para o Mundial) com uma equipe bem diferente da que disputou as Olimpíadas. Tenho certeza que voltaremos com grandes resultados", disse Cielo.
"Teremos quebras de recordes em Roma, tanto no que diz respeito ao tempos quanto ao número de medalhas conquistadas", estipulou Henrique Barbosa. "Tenho grande expectativa, principalmente com relação às meninas, que evoluíram muito nesse último ano. Só espero que a natação ganhe ainda mais repercussão no Brasil depois desse Mundial", comentou. (A.E.)


