Brasil cai diante da França na Davis
Agência Estado
As esperanças de o Brasil conquistar uma vaga nas semifinais da Copa Davis de 1999 ficaram nas competentes raquetadas do francês Cedric Pioline. Com sua incontestável vitória sobre Gustavo Kuerten por 6/3, 6/4 e 6/4, ele marcou o terceiro e decisivo ponto da França no confrontro disputado em Pau. No jogo seguinte, Fernando Meligeni ainda honrou a equipe brasileira ao derrotar Sebastien Grosjean por 6/7 (7x5), 6/4 e 6/2, num jogo que não valia mais nada, mas determinou um resultado digno na final com 3 a 2 para os franceses.
A boa campanha, porém, alcançando as quartas-de-final poderá ajudar ao Brasil ganhar a condição de cabeça-de-chave no próximo ano. O presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, explicou que os critérios são diversos, como tradição na Davis, resultados e ranking dos jogadores. O dirigente acredita em boas chances. Estamos há quatro anos consecutivos no Grupo Mundial, o que mostra tradição, explicou. Chegamos às quartas-de-final e temos jogadores bem colocados no ranking, como Guga entre os 10 e Meligeni entre os 30.
O otimismo também fez parte da equipe brasileira. A derrota para a França, aparentemente, não deixou ninguém abatido. Os jogadores até festejaram com entusiasmo a vitória de Meligeni. E Guga estava descontraído e brincalhão na entrevista coletiva. Acho que aprendemos muito neste confronto, disse. A França tem muita tradição na Copa Davis, escolheu um piso conveniente para seus jogadores e acredito que fizemos uma boa preparação, mas, infelizmente, não conseguimos vencer, com o Pioline determinando a diferença.
Guga - Aparentemente desgastado pelo esforço dos últimos dias, Gustavo Kuerten não resistiu ao bom jogo de Cedric Pioline no jogo que determinou a vitória francesa. Guga praticamente não teve chances diante de um adversário que mostrou uma atuação impecável. O brasileiro, em todo jogo, só chegou a ter uma chance de quebrar o serviço do adversário.
Não acho que tenha jogado mal, garantiu Guga. Acontece que o Pioline não deu uma oportunidade sequer, prosseguiu. Estava inspirado. Guga chegou a aplicar 19 aces e teve 66% de aproveitamento de primeiro serviço. Mas nem assim ameaçou Pioline. O tenista francês jogou de forma consistente e inteligente. E em 1h51 venceu a partida.





