Brasil busca ressurgimento no Mundial
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Thiago Mossini<BR>Reportagem Local 
A seleção brasileira feminina de basquete inicia hoje uma nova fase. Renovada e com um técnico estrangeiro, o Brasil estreia no Mundial da República Tcheca contra a Coreia do Sul, às 10h15 (horário de Brasília).
O time brasileiro faz parte do seleto grupo dos campeões mundiais. Das 15 edições do torneio disputadas até agora, os Estados Unidos venceram sete, a extinta União Soviética seis, enquanto Austrália e Brasil venceram uma cada um. Comandado pelo técnico Miguel Ângelo da Luz e por Hortência, Paula e Janete, o Brasil faturou o título em 1994.
Entretanto, não vem conseguindo resultados expressivos nos últimos anos. O último Mundial foi disputado em 2006 no Brasil, que terminou na quarta colocação. O título ficou com as australianas. Na Olimpíada de Pequim, contudo, a seleção brasileira deu vexame. Sob o comando do técnico Paulo Bassul, o time não passou da primeira fase. A seleção brasileira está no grupo C, ao lado de Espanha, Coreia do Sul e Mali.
Para este novo ciclo, o escolhido para comandar a equipe foi o espanhol Carlos Colinas. Ele fará sua estreia em um Mundial adulto. O contrato dele já está próximo do fim e um bom desempenho no torneio pode garantir sua continuidade.
O espanhol apostou em duas jogadoras experientes, Alessandra e Helen, ambas com 38 anos, para comandar as mais jovens e deposita suas esperanças em Iziane e Érika, duas estrelas da WNBA - a liga feminina norte-americana.
As duas se apresentaram em cima da hora por conta dos compromissos com seus times nos Estados Unidos, o que prejudicou o trabalho do treinador. ''Esta é uma situação que nem a CBB nem a comissão técnica poderia interferir. Não ficamos obcecados com este assunto. É claro que ter duas jogadoras que não possam se integrar ao time até duas horas antes do início do campeonato não é a melhor maneira de se preparar. Mas nós nos dedicamos a preparar a equipe à margem destas circunstâncias. Com certeza, fora do Brasil, tem gente mais significativa do que nós para explicar porque uma liga profissional termina dois dias antes do início do Mundial'', disse Colinas, em entrevista ao UOL Esporte.
Estados Unidos, campeões olímpicos, e Austrália, defensora do título, partem como favoritos no Mundial. A seleção da Oceânia aposta em sua bela ala-pivô Lauren Jackson, de 29 anos. Ela não é só um rosto bonito num belo corpo de 1,95 m. Ela é fundamental para a Austrália.
Içada à fama global inicialmente por posar nua, em 2004, Jackson tem hoje o currículo que mais impressiona no basquete das mulheres. Ela foi eleita três vezes a melhor da WNBA e acaba de ganhar, pelo Seattle, sua segunda taça da liga profissional americana. (Com Folhapress)


