Brasil busca recuperação em Maringá
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quarta-feira, 02 de novembro de 2005
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Após a derrota por 3 a 1 para a Espanha no jogo de estréia, terça-feira à noite, no Moringão, em Londrina, a seleção brasileira feminina de futsal tenta a reabilitação hoje, às 20 horas, contra o mesmo adversário, no Ginásio Chico Neto, em Maringá. Será o segundo amistoso da série de três do Desafio Internacional contra a Espanha, preparatório para o 1º Sul-Americano Feminino, que será realizado em Barueri (SP), entre os dias 9 e 13 deste mês, e reunirá as seleções do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Equador.
A técnica brasileira Maria Cristina de Oliveira não espera grande melhora das suas jogadoras em relação ao jogo de estréia, pois admitiu que a equipe ''não está 100% fisicamente'' e deverá voltar a sentir a falta de entrosamento, já que o time está treinando junto há apenas uma semana. ''Não tem como criar um conjunto coeso e uma aplicação tática em tão pouco tempo. Espero que elas melhorem coletivamente aos poucos e vou aproveitar mais esse teste para que se soltem e conheçam melhor as colegas que estão ao lado'', disse a treinadora.
Sobre a derrota em Londrina, ela acredita que o time tenha sentido o peso da partida, mas elogiou o poder ofensivo das jogadoras. ''As duas equipes jogaram pra frente e as nossas atletas buscaram o gol o tempo todo, mas a bola não entrou. A Espanha jogou mais fechada e foi eficiente nas conclusões'', analisou.
O treinador espanhol Arsênio Pascual Martín disse que também viu um jogo ''bonito'', devido ''à qualidade das duas seleções''. Para ele, o Brasil tem condições de surpreender sua equipe nos próximos duelos, em função dos ''valores individuais''.
O que se viu em quadra na terça-feira foi exatamente isso: devido ao pouco tempo de entrosamento, as brasileiras abusaram dos dribles e jogadas individuais. Na tentativa de buscar espaços na defesa adversária, as brasileiras insistiram em carregar a bola. A tática não deu certo, porque as espanholas estavam seguras atrás, principalmente a goleira Vanessa. Aproveitando a falta de entrosamento do Brasil, a seleção da Espanha tocava a bola e saía em rapidez nos contra-ataques.
Foi assim que saíram os três gols da equipe, dois deles marcados pela capitã, a habilidosa Alicia, e o outro pela ala Beatriz. A supremacia das espanholas ficou evidente na segunda etapa. Depois que marcaram o terceiro gol, restando 9 minutos para o final, chegaram a colocar o Brasil ''na roda'', trocando passes na quadra inteira.


