São Paulo - Campeã em 94, 96, 98 e 2004, a seleção brasileira feminina de vôlei luta pelo pentacampeonato do Grand Prix da Ásia, a partir de amanhã, quando estréia contra a Coréia, às 2 horas (horário de Brasília), no Yoyogi National Stadium, em Tóquio. O Brasil está no Grupo A, que ainda conta com Polônia e Japão. O jogo terá transmissão ao vivo da TV Globo.
Dois títulos e duas baixas no renovado elenco do técnico José Roberto Guimarães marcaram a caminhada do grupo até aqui. Após sagrar-se campeão do Torneio de Courmayeur, na Itália, e da Montreux Volley Masters, na Suíça, a equipe perdeu a ponta Mari, com um problema crônico no ombro direito, e a meio-de-rede Fabiana, que fraturou o quinto metatarso do pé direito já na Ásia.
Mas é em cima também das adversidades que o Brasil ganha mais forças para comprovar seu valor. ''Temos que usar isso a nosso favor. A Mari e a Fabiana fazem parte desse grupo e estarão sempre com a gente. Vamos buscar o título, que também será delas'', diz a capitã Valeskinha.
Escadinha Único titular absoluto na seleção brasileira de vôlei, Escadinha nem imaginava que um dia deixaria o bairro de Pirituba, viajaria o mundo e seria campeão olímpico. O líbero volta a São Paulo após a primeira temporada no melhor campeonato do mundo: o italiano. Com o grupo de Bernardinho, Escadinha treinou ontem em São Paulo para os dois jogos da Liga Mundial, contra o Japão, sábado e domingo, no ginásio do Ibirapuera.
Após a conquista do ouro nos Jogos de Atenas, Escadinha partiu para o Piacenza, da Itália, aos 28 anos. Disse que não temeu a pressão por ser estrangeiro e carregar o status de melhor líbero do mundo. ''É duro. A cobrança lá é forte, mas eu já sabia que teria dificuldades. O pior mesmo era ficar longe da família, o resto, nenhum problema'', conta.

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