Atenas - Equipe cotada para a disputa do ouro após a conquista do Grand Prix, no mês passado, a seleção brasileira busca ânimo agora para a disputa da medalha de bronze, às 12 horas (de Brasília) de hoje, pelo torneio feminino de vôlei dos Jogos de Atenas.
A seleção cubana, adversária de hoje, é algoz do Brasil nas duas Olimpíadas anteriores, quando o time feminino teve de se contentar e ganhar com a disputa da medalha de bronze. A China e a Rússia, que eliminou as brasileiras ontem, disputam o título da competição às 14 horas.
O técnico José Roberto Guimarães, contratado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para o time feminino para contornar o boicote de atletas mais experientes, como Fernanda Venturini, ao treinador Marco Aurélio Motta, terá a dura missão de convencer as jogadoras do valor do terceiro lugar, que será disputado pela quarta vez seguida pelas mulheres do vôlei.
Campeão olímpico com o time masculino, em Barcelona-92, nem Zé Roberto consegue explicar mais um tropeço delas em uma fase decisiva de Olimpíada. ''É difícil explicar o inexplicável.''
Além de recobrar o ânimo das mais experientes, o treinador também terá de trabalhar com o ''peso nos ombros' das novatas. A atacante Mari, 21 anos, principal revelação do vôlei feminino do Brasil, ficou marcada por ter sido ''aquela' que errou quando não podia errar, apesar de as estatísticas dizerem o contrário.
Entre as atletas que recebiam as ''bolas de segurança' da levantadora Fernanda Venturini, ontem, Mari apresentou o melhor aproveitamento: 43%. A experiente Virna ostentou 22%, e Sassá, 17%.
Mesmo assim, ''a mulher de gelo'', como Marianne Steinbrecher já foi apelidada, não resistiu e caiu no choro após a derrota de ontem para a Rússia (18/25, 21/25, 25/22, 28/26, 16/14).
A missão agora é reerguê-la para comandar a nova geração do vôlei feminino do País, e tentar espantar de vez a ''maldição da medalha de bronze'' nos Jogos Olímpicos.

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