A Seleção Brasileira tenta hoje provar que a boa vitória sobre a Argentina no mês passado no Morumbi não foi um fato isolado, mas sim uma mostra de que o técnico Wanderley Luxemburgo está acertando a equipe. O Brasil enfrenta o Chile às 22 horas (de Brasília) pela sétima rodada das Eliminatórias sul-americanas, em partida considerada de alto risco pelas autoridades locais. O Estádio Nacional de Santiago receberá quase 70 mil torcedores, que não estão nada satisfeitos com o desempenho de sua seleção. Para conter uma possível revolta em caso de derrota, foram colocados mais de 1.500 policiais para trabalhar na segurança.
O maior adversário de Wanderley Luxemburgo não será o Chile, mas o número de desfalques que o time terá: seis. Por isso, o treinador avisa que o importante é o resultado positivo. ‘‘Existe a dificuldade de adaptação por parte dos jogadores e, por isso, podemos esperar tanto uma boa exibição como foi contra a Argentina quanto um jogo feio.’’ A seleção não terá Cafu, Vampeta e Ronaldinho, que estão suspensos, além de Roque Júnior, César Sampaio e Zé Roberto, contundidos.
Luxemburgo já confirmou que vai manter Evanílson na lateral-direita e que colocará Edmílson jogando ao lado de Antônio Carlos na defesa. No meio-de-campo, entrarão Marcos Assunção e Ricardinho, que promete fazer boa dupla com Alex. Rivaldo e Amoroso formarão o ataque.
A grande preocupação brasileira é com a dupla de frente do Chile, que conta com os badalados Zamorano e Marcelo Salas. Antônio Carlos e Edmílson treinaram bastante os cruzamentos na área para não serem surpreendidos em bolas aéreas. ‘‘O Zamorano é muito perigoso pelo alto, mas conheço seu tipo de jogo e estou acostumado a marcá-lo’’, garantiu Antônio Carlos. O zagueiro da Roma atuou duas vezes contra o atacante chileno da Internazionale de Milão na última temporada do Campeonato Italiano.
Embora admitam que não será fácil repetir a apresentação do jogo com a Argentina, os jogadores já mudaram o discurso depois do último resultado positivo. Para Roberto Carlos, a seleção já pode se considerar praticamente classificada para a Copa do Mundo de 2002. ‘‘É sempre a mesma coisa, nós recebemos críticas por nossas atuações, mas depois conquistamos a classificação e deixamos o torcedor alegre’’, afirmou o lateral-esquerdo.
O Brasil está em segundo lugar na tabela de classificação, com 11 pontos, quatro atrás da Argentina, que tem 15 (veja quadro nesta página).

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