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Esporte

m de leitura Atualizado em 23/06/2022, 19:06

Brasil briga por medalha, bate recorde, e fica em quarto no 4x200m livre

PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de junho de 2022

DEMÉTRIO VECCHIOLI
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O revezamento 4x200m livre do Brasil conquistou, nesta quinta-feira (23), seu melhor resultado na história desta prova em Campeonatos Mundiais em piscina longa. O time brasileiro fechou a final em Budapeste, na Hungria, no quarto lugar, com recorde sul-americano, mas com gostinho amargo. Até 15 metros antes de a prova terminar, o Brasil estava em terceiro.

O melhor do país, Fernando Scheffer, medalhista de bronze em Tóquio na prova individual, abriu para 1min45s52, entregando em segundo lugar. Depois dele, os novatos Vinicius Assunção e Murilo Sartori e Breno Correia fizeram tempos parecidos: 1min46s44, 1min46s34 e 1min46s39.

Foi Breno quem, na piscina, acabou ultrapassado, mas porque ele competiu contra o campeão olímpico Tom Dean, britânico, que fechou a prova para a Grã-Bretanha e colocou o país dele na frente do Brasil. Dean fez a parcial dele em 1min43s53, um segundo melhor do que qualquer outro nadador da prova.

Os Estados Unidos confirmaram o favoritismo, dominaram a prova quase inteira, e venceram com 7min00s24. A Austrália competiu com o Brasil ao longo da maior parte dos 800 metros, mas Mack Horton foi mais rápido que Breno Correia e colocou o país dele com a prata, com 7min03s50. A Grã-Bretanha fez 7min04s00.

O Brasil terminou 69 centésimos atrás, com 7min04s69, que de qualquer forma é o novo recorde sul-americano da prova, superando a marca que havia sido feita pela manhã, nas eliminatórias: 7min06s98. Até então, a melhor marca era 7min07s12, do Mundial de 2019.

O resultado deve servir como incentivo para que o COB e a CBDA apostem neste revezamento no ciclo até Paris. Antes preterido pelo 4x100m livre e pelo 4x100m medley, onde o Brasil tinha resultados melhores, o 4x200m virou prioridade depois que o país ganhou o título mundial de 2018 em piscina curta, com recorde mundial.

Faltava, porém, entrar na elite também da prova em piscina longa, olímpica, e foi isso que o Brasil fez hoje, com quatro garotos. O mais experiente é Scheffer, que tem 24 anos. Breno tem 23, Vinicius 22 e Murilo é o caçula, com apenas 18. Ele mudou-se há um ano para os Estados Unidos, onde defende a Universidade de Louisville, e promete ser um dos grandes nomes do país para o ciclo olímpico.

Em Paris, o sarrafo deve ser mais alto. Como comparação, a marca que a Austrália fez hoje para ganhar prata seria só sexto lugar nas Olimpíada de Tóquio, quando o bronze ficou com este mesmo time, mas com 7min01s84. Ou seja: o Brasil, que foi oitavo no Japão, tem três segundos para tirar até a próxima Olimpíada, pelo menos, se quiser brigar por medalha. Tem dois anos para isso.