São Paulo, 15 (AE) - A seleção brasileira de vôlei feminino assegurou presença na Olimpíada de Sydney, após a última rodada da Copa do Mundo do Japão, na madrugada de hoje. Cuba e Rússia, invictas, com dez vitórias consecutivas no torneio, são os outros países classificados para os Jogos Olímpicos e decidem o título do torneio. O Brasil deu muito trabalho à Rússia, pela décima e penúltima rodada, e perdeu por 3 sets a 2 (21/25, 25/20, 25/17, 22/25 e 15/9).
Apesar disso, foi favorecido pela derrota das chinesas para o Japão. Pelas contas da comissão técnica, bastava a China perder um set para garantir a classificação do Brasil. As chinesas acabaram derrotadas por 3 sets a 0 (25/17, 25/22 e 25/18). O Brasil entra em quadra já classificado para o último jogo da Copa, às 7h15 desta terça-feira, contra o Japão. O Brasil chega à última rodada com oito vitórias e duas derrotas. O Japão tem sete vitórias e três derrotas. Mas o Brasil é superior às japonesas em saldo de sets e de pontos.
As brasileiras ainda não comemoram a vaga olímpica. O técnico Bernardo Resende preferiu a cautela. Disse que a vaga oferece traquilidade para a seleção programar o futuro, mas queria a vitória sobre o Japão para terminar bem a participação na Copa do Mundo.
Bernardinho ficou satisfeito com o fato de a classificação para Sydney confirmar o Brasil na lista das equipes de elite do vôlei mundial. Desde que assumiu o comando da seleção, em dezembro de 1993, só não subiu ao pódio do Campeonato Mundial, em 1998. Na Copa do Mundo de 1995, as brasileiras conquistaram a medalha de prata.
"Ficamos entre os três primeiros do mundo, algo que só não ocorreu com o Brasil no Mundial do ano passado, quando ocupamos a quarta colocação", comentou o técnico. "Atingimos o nosso objetivo, que era a classificação, mas para o ano que vem temos de fazer um trabalho para chegar mais perto de Cuba e Rússia."
Bernardinho, que não escalou Ana Moser para a partida contra a Rússia a atacante enfrenta um problema crônico no joelho esquerdo e foi poupada para o jogo final, contra o Japão
, teve de contar com Érika, de apenas 19 anos. Assim como a jovem jogadora tem de assumir a posição de titular, toda a seleção está em processo de renovação. "O bom é que, apesar disso, foi possível manter a seleção entre os três primeiros."
Na quarta derrota seguida para a Rússia, o Brasil teve Érika, Virna, Fofão, Leila, Karin, Janina e a líbero Ricarda. As russas jogaram com Belikova, Sokolova, Godina, Artamonova, Tichtchenko, Vassilevskaia e a líbero Mororzova. Sob os gritos dos técnicos Bernardinho e Nicolai Karpol ambos têm o mesmo estilo , as equipes lutaram muito. Mas o Brasil falhou no ataque e as russas, que já têm um bloqueio consistente, acabaram tendo vantagem.
O fato de ter conseguido levar o jogo ao tiebreaker significou, para Bernardinho, que "o Brasil está tirando leite de pedra". O técnico entende que faltam jogadoras mais altas no processo de renovação da equipe.

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