Brasil arrasa rival Cuba e tem vaga nas semifinais
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quarta-feira, 25 de novembro de 1998
Agência Estado 
O Brasil encerra na madrugada de quinta-feira a sua participação nas quartas-de-final do Campeonato Mundial de Vôlei, com a vaga já garantida para as semifinais da competição. O time dirigido pelo técnico Radamés Lattari enfrenta a Espanha, a partir de 1h30, em Osaka, no Japão, com transmissão pela TV Globo e Globosat/SporTV. A equipe assegurou classificação entre os quatro primeiros do torneio ao derrotar Cuba, na madrugada de ontem, por 3 a 0, com parciais de 15/11, 15/7 e 15/2, em apenas 1h15 de partida. Na madrugada de hoje, enfrentaria a Argentina.
A seleção brasileira deu um verdadeiro show tático e encontrou uma surpreendente facilidade na vitória sobre os cubanos. Sacou bem, mostrou um grande repertório de jogadas e, mais uma vez, teve um bloqueio irrepreensível. Gustavo fez 5 dos 14 pontos de bloqueio do Brasil. Max foi o maior pontuador do jogo, com 11 pontos e 9 vantagens.
A classificação prematura, com duas rodadas de antecipação, passou a ser uma preocupação do treinador brasileiro. Radamés reuniu os atletas após o treino dado aos reservas para pedir empenho. Construímos este resultado passo a passo e devemos continuar assim, disse o treinador. Não podemos amolecer porque depois é difícil reagir de novo.
Depois de oito jogos, apenas Brasil, Itália e Iugoslávia continuam invictos. E, se depender de Radamés, o Brasil terminará as quartas-de-final sem perder. Se continuarmos jogando o que jogamos, vamos vencer, diz o treinador.
Para o levantador Maurício, o time está consciente de que ainda não ganhou nada. Vamos comemorar a vitória sobre Cuba, que foi um excelente resultado, mas sem euforia, comenta o jogador. Conheço bem a situação porque já fui campeão olímpico em Barcelona, e já perdi a oportunidade de brigar por uma medalha em Atlanta.
Tranquilidade - Embora preocupado com o risco de o time perder a concentração, Radamés Lattari admite que a classificação antecipada é uma boa vantagem. Enquanto os outros times estão numa briga imensa nas últimas rodadas, nós teremos tranquilidade para recuperar energias e trabalhar o que for preciso, afirma o treinador.
Radamés não quis adiantar se poupará quinta-feira algum jogador na partida contra a Espanha. As semifinais estão marcadas para sábado e a decisão da medalha de ouro está prevista para domingo.
Se os brasileiros estão tranquilos, os cubanos deixaram o Namihaya Dome, em Osaka, bastante preocupados. O técnico Juan Diaz diz, por exemplo, que sua seleção vai ter de jogar muito melhor para ainda sonhar com uma vaga nas semifinais. A equipe não jogou nem 5% de seu potencial e foi totalmente envolvida pelo Brasil, explica. Não podemos repetir outra atuação como esta.
Após o jogo com Cuba, o atacante Max teve que ficar mais duas horas no ginásio. Foi o tempo que levou para fazer o xixi para o antidoping.
No Grupo H, em Hamamatsu, a maior surpresa de ontem foi a facilidade encontrada pela Iugoslávia na vitória sobre a Holanda, atual campeã olímpica, por 3 a 0, com parciais de 15/9, 15/4 e 15/13. Os iugoslavos, medalha de bronze em Atlanta, conseguiram manter a base dos Jogos Olímpicos de 1996.
Todos os resultados de ontem do Mundial de Vôlei, no Japão: Grupo G (Osaka) - Espanha 3 x Argentina 1 (6/15, 15/6, 17/15 e 15/5), Brasil 3 x Cuba 0 (15/11, 15/7 e 15/2), Bulgária 3 x Canadá 0 (15/6, 15/9 e 15/12), Coréia do Sul 3 x Japão 2 (15/13, 15/8, 8/15, 9/15 e 15/12); Grupo H (Hamamatsu) - Iugoslávia 3 x Holanda 0 (15/9, 15/4 e 15/13), Grécia 3 x China 1 (12/15, 15/11, 15/8 e 15/12), Ucrânia 3 x Estados Unidos 2 (15/12, 4/15, 15/12, 6/15 e 15/8) e Itália 3 x Rússia 1 (15/3, 15/8, 11/15 e 15/9).
Guerra de saques - O jogo entre Iugoslávia e Holanda foi uma verdadeira guerra de saques. Cada time fez nove pontos na partida, que teve a vitória da Iugoslávia por 3 a 0. Nas estatísticas, a Iugoslávia está comandando o Mundial com 65 pontos em 1.009 intervenções. Os holandeses aparecem em segundo com 48 pontos (1.134 saques). O Brasil aparece em oitavo com 35 pontos, em 1.045 saques. Os brasileiros lideram o ranking dos bloqueios com 113 pontos e 17 vantagens (218 erros) em 549 ações.


