Agência Estado
de Kanazawa, Japão
Com uma vitória contra a Coréia do Sul por 3 sets a 0 (25/21, 25/23 e 25/12), a sétima em oito jogos, a seleção brasileira feminina de vôlei fechou, na madrugada de ontem, a terceira fase da Copa do Mundo do Japão. Conhecido por seu rigor no comando da equipe, o técnico Bernardo Rezende não permitiu que a comemoração pela sétima vitória fosse além do lanche feito no vestiário. Bernardinho quer as jogadoras concentradas na partida contra a Itália, que será em Nagoya, à 1h30 de amanhã.
‘‘Vamos ver vídeos, estudar e relembrar o que conhecemos das italianas, além de treinar o que for possível’’, determinou Bernardinho às jogadoras. O Brasil fará em Nagoya suas três últimas partidas pela Copa do Mundo, uma fase decisiva e difícil por causa dos adversários que enfrentará na busca de um lugar entre os três primeiros colocados, assegurando vaga para a Olimpíada de Sidney. Depois da Itália, o Brasil enfrentará a Rússia e o Japão, na madrugada de segunda e terça-feiras, pela ordem.
Na rodada final, que Bernardinho chama de ‘‘tudo ou nada’’, o técnico vai escalar a capitã e atacante Ana Moser, que foi poupada de vários jogos por causa de um problema crônico no joelho esquerdo.
Rússia e Cuba, que somam oito vitórias consecutivas no Japão, continuam como as favoritas para a disputa do título. O Brasil, com sete vitórias e uma derrota (para Cuba), ocupa a terceira colocação. Argentina e Tunísia são as únicas seleções que não tiveram nenhum resultado positivo. Faltando três rodadas para o fim da Copa do Mundo, seis seleções – Rússia, Cuba, Brasil, China, Japão e Itália – mantêm condições de lutar pelas três vagas olímpicas.
‘‘Temos chances matemáticas de ganhar a Copa, mas o objetivo é, antes de tudo, a vaga olímpica’’, acentuou Bernardinho, que ontem seguiu para Nagoya de trem, com a seleção.
Com média de idade de 23,6 anos e 1,83 metro de altura, a Itália, com poucas chances de classificação, é considerada por Bernardinho como ‘‘franco-atiradora’’. ‘‘Tem o mínimo de condições de classificação e nada a perder’’, ele define. O Brasil perdeu para a Itália por 3 a 2, este ano, na BCV Cup, em junho. Mas em agosto, no Grande Prêmio da Ásia, as brasileiras venceram três vezes as adversárias.
O Brasil está escalado com Ana Moser, Virna, Fofão, Leila, Karin, Janina e a líbero Ricarda.

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