O ano ainda não terminou, mas é para ser esquecido rapidinho. Sobretudo quando se trata de seleções brasileiras de futebol, 2001 se mostra um fiasco. O time principal deu vexame na Copa das Confederações e na Copa América, além de estar capenga nas Eliminatórias para a Copa de 2002. A equipe Sub-20 foi despachada por Gana nas quartas-de-final no Mundial da Argentina. E a garotada do Sub-17 dobrou-se diante da França, domingo, em Trinidad e Tobago, também nas quartas-de-final do campeonato mundial.
A sucessão de tropeços da formação profissional teve reflexos práticos. Um deles no comando: Emerson Leão saiu com cotação em baixa e foi demitido no aeroporto internacional do Japão. Em seu lugar, entrou Luiz Felipe Scolari, que por enquanto está devendo, depois de ser desclassificado por Honduras na Copa América e com as derrotas para Uruguai e Argentina nas Eliminatórias.
O Brasil também há três meses deixou de liderar o ranking mensal da Fifa, depois de quase sete anos de hegemonia. A França, algoz recente, mas rotineiro, assumiu a ponta.
''As dificuldades de hoje são consequência de erros do passado'', avalia Clodoaldo, ex-volante e hoje diretor do Santos. ''Sempre faltou organização, nunca tivemos calendário nem nos preocupamos com a seleção'', observa o campeão do mundo em 70. Mesmo assim, torce para que o ano termine com a classificação para a Copa no Japão e na Coréia e especialmente com o retorno de Ronaldo.
A ausência de organização teve efeitos mais dramáticos nas ''equipes de base''. O Brasil dominou, durante algum tempo, as competições de Sub-20 (ou de juniores) e Sub-17 (juvenis). Desta vez, limitou-se a ver a Argentina fazer a festa em casa, em junho, e não resistiu à força emergente dos franceses na prova da América Central.

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