Reggio Calabria, Itália - No jogo teoricamente mais fácil do grupo B da reta final do Grand Prix de vôlei feminino, a seleção invicta do Brasil entra em quadra hoje, às 12h30 (de Brasília), precisando vencer apenas um set contra o Japão para garantir vaga nas semifinais. A missão foi facilitada graças à vitória da Rússia sobre o mesmo Japão ontem por 3 sets a 0.
Após a vitória arrasadora sobre as russas na terça-feira, a equipe do técnico José Roberto Guimarães deu passo decisivo rumo à classificação e agora só precisa confirmar o favoritismo para continuar na luta pelo hexacampeonato do torneio (venceu em 1994, 96, 98, 2004 e 2005). Mas mesmo precisando de um set, a intenção é entrar em quadra para manter a invencibilidade no torneio.
Até agora, em dez partidas, a equipe venceu todas, incluindo duas sobre as japonesas, ambas por 3 sets a 0. Agora na Itália, na cidade de Reggio Calabria, a equipe luta para terminar em primeiro lugar do grupo, para enfrentar a segunda colocada do grupo A, que tem a China como líder e Cuba e Itália lutando pela segunda vaga.
Apesar de animado com o desempenho durante a competição e sobretudo na partida contra a Rússia, Zé Roberto alerta para o perigo do lado adversário. ''Elas jogam em velocidade e têm na defesa o seu forte. É uma equipe que está evoluindo. Um ponto que podemos explorar é o bloqueio, mas acredito que será um jogo importante e equilibrado'', garante o treinador.
Além da boa forma, o que deixa o Brasil ainda mais favorito é o retrospecto favorável no confronto direto entre as equipes. A seleção não perde para o Japão desde 2001, na Copa dos Campeões. Em toda a história, foram 54 triunfos brasileiros (178 sets vencidos e 135 perdidos) em 88 jogos.
E o alto número de duelos faz com que as jogadoras já saibam bem o que esperar. Para a capitã Fofão, a mais experiente do grupo, o jogo será bom para testar outras possibilidades de estilos que a equipe ainda pode enfrentar nas finais. ''Temos de apagar tudo e recomeçar pensando diferente. A Rússia é uma equipe lenta, completamente diferente do Japão. Essa adaptação rápida é importante para que possamos ir bem em todas as partidas'', disse.

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