Brasil 1 inicia disputa da Volvo Ocean Race
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sexta-feira, 04 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - A vela brasileira nunca conseguiu repetir em torneios oceânicos as performances que lhe deram o status de esporte mais premiado do país em Olimpíadas. Mas a partir de hoje, com um barco de R$ 15 milhões e uma tripulação recheada de títulos, o Brasil inicia seu mais ambicioso projeto para encerrar esse tabu.
Em Sanxenxo, região da Galícia, na Espanha, o país larga com embarcação própria na Volvo Ocean Race, mais cara e badalada regata de vela oceânica do mundo.
O torneio perdura por oito meses e cruza 57 mil quilômetros de mar. Para obter o troféu inédito da maratona, o Brasil 1 nome dado ao barco e ao projeto apostou na mistura entre locais (oito) e forasteiros (seis). ''Claro que os brasileiros têm um potencial enorme, mas nunca disputaram uma competição desse gênero. Compensamos isso com a experiência da vela olímpica. Já os estrangeiros entram com a experiência em regatas longas. Essa mistura é importante'', define o comandante Torben Grael.
Atleta mais premiado do Brasil nos Jogos Olímpicos pendurou cinco das 14 medalhas que a vela do país já conquistou , ele já disputou uma etapa da Volvo. Venceu.
Mas sabe que, para atravessar as nove fases do torneio e bater os seis outros barcos da contenda, precisa de algo além das façanhas que traz no currículo. ''Esse evento é como Fórmula 1. O conjunto que faz a diferença. Acredito no que montamos'', diz.
A equipe soma nove pódios em Olimpíadas e outros 11 em Mundiais. O grupo forasteiro é formado por três neozelandeses, uma australiana, um norueguês e um espanhol.


