O atacante Brandão aproveita o fim da temporada europeia para atacar em outra área. No embalo da parceria futebol/música, o goleador investe em uma nova promessa da música sertaneja. O camisa 9 do Olympique de Marselha, da França, tenta fazer o catarinense Henrique Lemes seguir os passos de Luan Santana, Gusttavo Lima e Michel Teló, os astros deste segmento musical que está e muito em alta.
Henrique Lemes foi o ganhador da edição de 2011 do programa ''Ídolos'' e tem apenas 17 anos. ''Surgiu a oportunidade de empresariá-lo junto com outro sócio. Vamos investir no moleque, dar oportunidade. É novo, está empolgado, tem muito talento e está vindo com uma música nova que teve muita aceitação'', afirmou Brandão. O hit a que ele se refere é o ''Agora Toma'', que tinha quase 40 mil acessos no Youtube até ontem, em seis dias desde que foi postado.
A união da música sertaneja com o futebol vem dando frutos para os cantores. Michel Teló e seu ''Ai se eu te pego'', estouraram no mundo após Cristiano Ronaldo comemorar um gol com a coreografia da música. João Lucas e Marcelo tiveram o apoio de Neymar para espalhar ''Eu quero tchu, eu quero tcha''. Já a dupla londrinense Marcus & Dalto contou com a participação do corintiano Jorge Henrique na gravação do clipe de ''Caladinha'', para fazer sucesso no canal de vídeos. ''É uma nova oportunidade, um teste. Vamos ver no que vai dar. Eu estou muito empolgado'', disse Brandão, reforçando que está ensaiando uma coreografia para fazer quando anotar seus gols.
De férias em Londrina, o jogador divide seu tempo em propagar a música do pupilo em sua conta no Twitter, rever os amigos e analisar o futuro. O contrato do atacante com o Olympique terminou no mês passado e ele ainda não renovou. O jogador analisa com calma as possibilidades para o futuro e a única certeza é de que para o Brasil não quer voltar agora.
''Não quero voltar para o Brasil agora. Estou há dez anos na Europa, totalmente adaptado e feliz lá. Quem sabe daqui uns anos'', disse o atacante, que completou 32 anos no último sábado.
A volta discreta em 2011 também motiva o jogador a permanecer na Europa. No início do ano passado Brandão foi emprestado ao Cruzeiro, mas jogou pouco. No segundo semestre, foi repassado ao Grêmio, onde teve mais oportunidades. ''Tive muitas lesões e isso me prejudicou. Além disso, é preciso tempo para se readaptar. Na Europa a gente treina uma vez por dia, concentra em casa, as viagens não são longas. Às vezes ficava uma semana sem ir para casa quando joguei no Brasil. Por isso, muitos se machucam ou não se adaptam'', comparou. ''Não tive oportunidades no Cruzeiro. Já no Grêmio, quando estava engrenando, sofri um estiramento no adutor'', completou.
O mais provável é que Brandão permaneça no Olympique, onde é ídolo. Ele chegou ao clube francês em 2009, após seis anos e meio defendendo o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Na temporada 2009/2010, ajudou o clube a sair de uma fila de 17 anos ao conquistar o Campeonato Francês. Também ganhou a Copa da Liga por três vezes, e outras duas venceu a Supercopa da Liga. No mês passado, saiu do banco para fazer, na prorrogação, o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Lyon na decisão da Copa da Liga. A bola do jogo, o trofeu e a camisa utilizada ele guarda com carinho em Londrina. Outro gol importante que fez foi sobre a Inter de Milão, pela última edição da Liga dos Campeões, classificando seu time para as quartas de final - foi eliminado pelo vice-campeão Bayern de Munique na semifinal. ''Conquistei títulos importantes pelo Olympique e tenho um carinho grande, mas deixo para o meu empresário isso'', disse, despistando sobre o futuro.

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