Branco pede calma para avaliar seleção sub-20 após fiasco
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019
Agência Estado 

Rancagua, Chile - Pela segunda vez consecutiva, e a terceira nas últimas quatro edições, a seleção brasileira foi um fiasco no Sul-Americano Sub-20 e não conseguiu a vaga no Mundial da categoria. Na noite de domingo (10), em Rancagua, no Chile, o Brasil até venceu o clássico contra a Argentina por 1 a 0, mas insuficiente para se classificar entre os quatro primeiros colocados e poder jogar na Polônia no meio deste ano. Coordenador das categorias de base da CBF, Branco pediu calma para avaliar o trabalho da equipe e do técnico Carlos Amadeu na competição.
"Amadeu é um grande técnico. Agora não adianta querer fazer aqui um balanço do trabalho dele. Vou chegar na CBF, a gente vai sentar com calma e tranquilidade. Todos estão tristes. Acima de tudo pelo jogo que fizemos hoje (domingo). Talvez se tivéssemos feito dois, três jogos desse nível a gente estaria sorrindo no Mundial da Polônia. Não conseguimos e não adianta agora de cabeça quente fazer balanço geral. O espelho do balanço é que nós não entramos. Depois, quando chegar no Rio, vamos sentar e conversar", disse o ex-lateral-esquerdo, em entrevista coletiva após mais um vexame do time sub-20.
No Chile, o Brasil terminou o hexagonal decisivo na quinta colocação - teve os mesmos cinco pontos da Colômbia, mas menor saldo de gols (0 a -2). Foi a pior campanha de sua história em hexagonais - apenas uma vitória em cinco jogos - e para classificar nesta última rodada precisava vencer os argentinos por três gols de diferença.
"Fiquei 30 dias na competição, são 50 e poucos dias ao todo. Agora vou voltar para a minha residência, na Bahia, vou ficar com a minha família. O futuro vamos ter tempo com calma para dialogar. Sou funcionário da CBF e continuo funcionário da CBF. A gente aguarda o melhor momento para anunciar as decisões tomadas", afirmou Carlos Amadeu.
O técnico se diz preparado para continuar o seu trabalho com a seleção sub-20. "Estou completando quatro anos de casa. Fui muito bem acolhido e recebido. Fui feliz, fiquei tranquilo nesta casa. Consegui influenciar de alguma forma no processo. Foi um ano difícil da categoria, por todo o contexto que já falei. Não pretendo sair, pretendo continuar. Dificilmente desisto dos meus objetivos", comentou.


