Quando os carros alinharem hoje no grid para a quarta etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car V8, o paulista André Bragantini (Eurofarma), 25 anos, da equipe Golden Cross/Vogel estará nos boxes de sua equipe torcendo por seu companheiro Thiago Camilo. Bragantini não corre esta prova porque seu carro, atingido pelo de Raul Boesel na prova de Tarumã, não ficou pronto a tempo.
Bragantini fez questão de vir à Londrina por profissionalismo com a equipe, patrocinadores e o parceiro de time. ''Em Tarumã fui tocado pelo Raul Boesel a mais de 200km/h e tive meu carro totalmente destruído. Nossa equipe não teve tempo para reconstruí-lo a tempo de correr aqui. Foi uma atitude desleal do Boesel, pois um piloto da experiência dele podia evitar o acidente'', disse.
Em seu segundo ano na Stock Car André Bragantini não se conforma com o acidente e diz que apenas justiça. ''Os pilotos mais novos são perseguidos na categoria. Quando um de é responsável por um acidente todos nos olham com outros olhos, como que acusando diretamente. Quando o acidente é causado por um veterano a reação é outra, ninguém fala nada. E se eu tivesse ficado em um hospital? Que providência teria sido tomada?'', indaga.
Segundo o piloto paulista, tem que haver punição para casos como os toques evitáveis durante as corridas. ''Os fiscais responsáveis pela prova têm que ser mais rigorosos e os pilotos mais experientes deveriam dar o exemplo'', finalizou.
André Bragantini esteve na Redação da acompanhado por João Luis Thomé Rollo, gerente de contas da Eurofarma, e de Luciana Cristina,promotora da Eurofarma.
Sem culpa Boesel garantiu que não foi o culpado pelo acidente e disse que não teve como evitar a colisão, que jogou Bragantini contra os suportes que seguravam as bandeiras. ''Eu estava para ultrapassá-lo e ele veio para cima. Não tinha espaço para sair pela esquerda. É consenso de todos que viram o vídeo, que eu não tinha o que fazer, não tinha como desviar. Nunca iria bater propositalmente e tirar um companheiro da prova. Metade da corrida eu fiquei atrás dele e não o toquei nenhuma vez para tirá-lo da pista e ficar com o caminho livre'', se defendeu o curitibano.

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