Braço-de-ferro de BAR e FIA tem novo capítulo
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sábado, 06 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
Depois de perder, quarta-feira, o direito de promover patrocinadores diferentes nos carros da equipe, o escocês Craig Pollock, sócio e diretor-geral da estreante BAR, sofreu ontem nova derrota: terá de comparecer à reunião do Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), dia 12 de março, em Genebra, para explicar os motivos de ter recorrido à Justiça.
De professor de esqui de Jacques Villeneuve, na Suíça, a um dos proprietários da poderosa escuderia BAR, passando pelo gerenciamento da carreira do piloto canadense, Craig Pollock bateu recordes de velocidade. Em cerca de oito anos, passou de um completo desconhecido do automobilismo à direção de um dos mais ricos times da Fórmula 1, que ainda nem estreou no Mundial. Todo esse poder fez com que acreditasse poder enfrentar o presidente da FIA, o astuto advogado e físico inglês Max Mosley. O confronto que se estabeleceu entre a BAR e a FIA é também uma luta pessoal entre os dois.
Craig, de 42 anos, pretendia promover a marca de cigarros Lucky Strike no carro de Jacques Villeneuve e a 555 no de Ricardo Zonta, ambos da BAR. Como o regulamento da Fórmula 1 proíbe, Pollock entrou com recurso jurídico para tentar fazer sua vontade. Perdeu e agora, na instância esportiva, terá de responder pela afronta. É possível que o Conselho Mundial da FIA ainda lhe imponha algum outro tipo de punição, como uma pesada multa.
Nem mesmo donos de equipes tradicionais da Fórmula 1, como Frank Williams, enfrentaram, ao menos dessa forma, a entidade maior das competições. Em 1993, Frank Williams tinha um carro que era, no mínimo, um segundo mais rápido que todos os outros. Na temporada seguinte, a FIA proibiu o uso de todos os recursos eletrônicos na Fórmula 1 e Frank Williams teve de partir do zero novamente.
Por causa disso, quase todo o conhecimento adquirido e o investimento milionário realizado foram jogados fora.


